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Um coração mexicano na cidade mais alemã do país

O desejo de conhecer diversos lugares pelo mundo é cada vez mais comum, principalmente entre os jovens. Prova disso é o número expressivo de adolescentes que embarcam anualmente para vivenciar costumes, tradições e cultura de outros países, através do intercâmbio. E se muitos brasileiros vão para outros países, nosso Brasil também faz parte do roteiro desses jovens aprendizes.

1 de junho de 2015

O desejo de conhecer diversos lugares pelo mundo é cada vez mais comum, principalmente entre os jovens. Prova disso é o número expressivo de adolescentes que embarcam anualmente para vivenciar costumes, tradições e cultura de outros países, através do intercâmbio.
E se muitos brasileiros vão para países vizinhos ou, até mesmo, para lugares muito mais distantes, nosso Brasil também faz parte do roteiro e é ponto certo de desembarque desses jovens aprendizes.
Rayeneri Garcia é de Tijuana, no México, e está no Brasil desde sábado, dia 04 de agosto. Diferente de sua cidade, que tem mais de um milhão de habitantes, Rayeneri está em Pomerode e ficará por aqui durante onze meses. “Adorei a cidade. Posso caminhar, as ruas são muito mais tranquilas do que no México e tudo é muito perto”, explica a intercambista.
A estudante está na casa da família de Luciene Mengui Silva, que declara estar vivenciando uma experiência única. “É a primeira vez que hospedamos um intercambista e estamos aprendendo muito. Existe uma alteração em nossa rotina e isso torna a experiência ainda mais atraente e especial”, completa Luciene.
Rayeneri tem 17 anos e está frequentando aulas regulares no 2º ano do Ensino Médio no Colégio Sinodal Doutor Blumenau. “Assisto às aulas regularmente e até prova eu faço”, completa a estudante.
A Alemanha era a primeira opção da estudante para realizar o intercâmbio. No entanto, devido à sua idade e a maioridade que chega no dia 24 de agosto, Rayeneri não pôde ir ao país. Em contrapartida, o Brasil foi a sua segunda opção e mais alemã do que Pomerode, não haveria de ser. A estudante agora vive costumes alemães em solo brasileiro. Um presente duplo à ela.
O desejo de viajar já foi saciado, em partes, pela estudante. Em um encontro na tarde de segunda-feira, dia 13 de agosto, Rayeneri confidenciou que ainda tem vontade de conhecer Londres e o Egito. Além, é claro, de passear pelo Rio de Janeiro.
Com ela, chegaram ao Brasil, através do AFS, quase 300 estrangeiros para vivenciar nossa cultura. Estes alunos estarão hospedados pelos quatro cantos do país, comprovando que a Ong possui estrutura e confiança.
A experiência, o contato com o novo e o conhecimento adquirido no período em que estes estudantes ficam em países, até então desconhecidos, é único e intransferível. É, acima de tudo, o amadurecimento pessoal e intelectual de jovens que aprendem com a vivência. Somente quem participa, seja intercambista ou hospedeiro, sabe o que é.

O AFS
O AFS é uma organização não governamental de base voluntária que realiza intercâmbios para mais de 50 países, sendo líder em aprendizagem intercultural.
O estudante que deseja fazer um programa de aprendizagem cultural pode contar com a organização, no sentido de prestar a cada um dos participantes, serviços como: seguro médico, orientação na chegada ao país estrangeiro, passagem aérea internacional, colocação em casa de família voluntária, assistência no embarque e desembarque internacional, translado do ponto de chegada até a comunidade hospedeira e regresso, colocação em escola ou organização dependendo do programa escolhido, suporte e acompanhamento da experiência do participante e da família hospedeira. Ou seja, suporte completo.
No entanto, se a intenção não é viajar, ainda assim há possibilidade de aprender sem sair de casa. Conviver com um estudante estrangeiro é uma oportunidade única de trocar experiências, aprender sobre sua cultura, pensamentos e hábitos, assim como conhecer a realidade de outro país. É também uma forma de ensinar um pouco sobre o Brasil, nossa língua, costumes, tradições, modo de vida e aproveitar este grande espaço para criar laços de amizade e compreensão internacionais.
Existem diversos comitês AFS espalhados pelo Brasil. Cada comitê é composto por voluntários que, baseados na filosofia da ONG, gerenciam todo o processo de envio e recebimento, seleção de escolas parceiras, seleção de famílias hospedeiras, aconselhamento dos intercambistas, seleção de interessados em viajar e todas as etapas pertinentes a cada processo. Para participar é necessário pagar uma taxa de inscrição no valor de R$50 ao comitê local, preencher inscrição online respeitando prazos, submeter à inscrição e participar da seleção.
Para mais informações sobre nossos programas e interesse em hospedar estrangeiros, acesse www.afs.org.br ou dirija-se ao Comitê AFS Blumenau pelo e-mail comiteblumenau@afs.org.br.

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