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No reino encantado do faz-de-conta

C.E.I.M. Prof. Nora Dallmann

24 de julho de 2009

C.E.I.M. Prof. Nora Dallmann

Pode existir prazer maior para os pequenos do que ouvir belas histórias? Quando contadas com carinho, as narrativas têm o poder de transportá-los ao mundo da fantasia de paisagens coloridas com outras crianças fofas, bichos amigos e heróis bacanas. O melhor de tudo é que a viagem está bem ao alcance das mãos.
As lendas infantis ajudam a formar o imaginário, estimular a linguagem, o raciocínio e a capacidade de observação até mesmo nos bebês. “Contar uma história ajuda a ampliar a visão de mundo da criança, que usa a imaginação para fazer a relação com a realidade em que vive”.
A dramatização com fantasias e acessórios faz parte da rotina da Turma II e na última peça teatral que encenamos: Branca de Neve e os 07 anões, nos divertimos muito. As crianças decidiram entre si o personagem que cada um iria fazer. Ficou decidido que a Helena faria a Branca de Neve, a Emmily faria a Madrasta, a Professora Karina faria a Bruxa, o Felipe faria o Príncipe e também o Caçador.
O Alysson e o Gabriel fariam os Anões. O figurino estava pronto e todos com o texto na porta da língua.
Emmily, a Madrasta, pegou o espelho e fez a mais conhecida pergunta: – Espelho, Espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Entrou em cena então o Caçador e a Branca de Neve. Num cenário entre mesa e cadeiras, imaginamos a casinha dos Anões Alysson e Gabriel, que alegremente entraram em cena com seu gorro colorido, cantando com a professora: – Eu vou, eu vou, para casa agora eu vou… Helena, a Branca de Neve, se ajeitou sobre quatro cadeirinhas e fez de conta que estava dormindo. Em seguida, apareceu a Bruxa, personagem da professora Karina e ofereceu uma maçã bem gostosa (que as merendeiras Mônica e Nair providenciaram para fazer parte do teatro). Helena, ao ver a mais conhecida MAÇÃ ENVENENADA, se negou a pegar a maçã. Eu, professora Karina, insisti para que ela pegasse e mordesse um pedaço, pois fazia parte da encenação. Helena disse que não queria, que não estava com fome e que iria comer maçã em casa, com a mãe dela. Controlando bastante o riso (pois a cena foi muito engraçada…) disse para Helena que a maçã não estava envenenada, que era de brincadeirinha e que a maçã era da creche. Mas, mesmo assim, ela disse que não estava com fome. Então, pegamos um brinquedo arredondado de plástico e fizemos de conta que era uma maçã. A peça continuou… Branca de Neve mordeu a maçã de plástico e caiu desmaiada no chão. Emmily, nesse momento, lembrou que não tínhamos providenciado um caixão de vidro. Ai…ai…ai… Como fazer então? Deitamos a Branca de Neve sobre a mesa e esperamos o príncipe chegar com seu cavalo, que a essa altura era um cabo de vassoura. Assim que o Príncipe Felipe beijou a Branca de Neve, ela se acordou. Os dois se casaram e viveram felizes para sempre… No final da peça, rimos gostosamente e comemos a maçã que NÃO estava envenenada. Exceto Helena!
Amo vocês crianças!
Um beijo no coração…
Professora Karina Vanessa Schmitt

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