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Sem aumentos expressivos

A Polícia Civil de Pomerode registrou, em 2013, um aumento considerável nos registros de pessoas que dirigiram sob efeito de álcool.

1 de junho de 2015

A Polícia Civil de Pomerode registrou, em 2013, um aumento considerável nos registros de pessoas que dirigiram sob efeito de álcool. Fora isso, os principais casos apresentam, basicamente, os mesmos números do ano passado, mostrando que a sensação de aumento da criminalidade na cidade não confere com os números.
Mesmo assim, o número de furtos, até novembro, já somam 206 registros comparados a 283 no ano de 2012. Quanto aos roubos, são 25 casos neste ano, contra 28 no ano passado.

Quando o assunto é homicídio, no ano passado nenhum caso foi registrado e, em 2013, um. Casos de estelionato e violência doméstica também registram números menores do que o ano passado, mas não menos preocupantes.

Para o delegado da Polícia Civil de Pomerode, Luiz Carlos Gross, a cidade mantém a normalidade e não apresenta nenhum índice alto de criminalidade. Por possuir 28 mil habitantes e ser corredor, pelo fato de ser caminho para Timbó, Jaraguá do Sul e Blumenau, o número de casos registrados na delegacia está dentro da normalidade, explica.

Outra justificativa para o crescimento da criminalidade não ser uma constante foi o fato de um dos maiores traficantes da cidade ter sido preso recentemente. Acredito que as drogas estão intimamente ligadas ao crime e com a prisão deste traficante, que comandava a área, os pequenos furtos já foram reduzidos. Além disso, a ação que desencadeou a prisão e envolveu dezenas de policiais civis e militares, também mostra o trabalho que é realizado, completa.

A maioria dos casos são em pequenas proporções, onde são registrados furtos de bicicletas, celulares, notebooks e afins.

É importante salientar que para que o caso seja investigado é preciso que a população faça um Boletim de Ocorrência, pois é a Polícia Civil que efetua esta ação.

Relembre alguns casos – Em fevereiro deste ano, Margrit Hackbarth Maas, de 47 anos, foi atingida por um tiro no pescoço, à queima roupa, que foi fatal. O crime aconteceu por volta das 19h do dia 04 de fevereiro. O principal suspeito é Marciano Wehrmeister, de 22 anos, já conhecido da polícia da região e indicado pelo crime. A arma utilizada no crime não foi encontrada. Polícias Civil e Militar inclusive com reforço de Blumenau, Indaial e Rio dos Cedros foram acionadas para colaborar na busca do suspeito que estava supostamente escondido no mato, que foi localizado no dia 12 de fevereiro.

No dia 28 de maio, dois homens invadiram o Restaurante Lunge e um deles efetuou um disparo dentro do estabelecimento, anunciando o assalto, enquanto outro já se dirigia ao caixa, subtraindo uma quantia em dinheiro. A ação teria demorado menos de um minuto.

Conforme testemunhas, o restaurante estava com alguns clientes no momento do roubo. Quando anunciaram o assalto, todos tiveram que colocar a mão na cabeça e ficar quietos.

No entanto, os autores não obtiveram sucesso, uma vez que a Polícia Militar capturou-os em Testo Central, na SC 421, proximidades da Rua Ribeirão Souto. Juliano Edinei da Silva, 27 anos; Gilmar Ribeiro Luis, 30 anos, ambos naturais de Blumenau; e Elisandra Viano, 18 anos, que também participou da ação e é natural de Ituporanga, foram capturados e encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos de praxe.

Com eles foram apreendidos o Ford Ka utilizado na fuga, de Blumenau; a arma de fogo usada na ação, calibre 38, com um projétil deflagrado e cinco intactos; facão, alicate, três celulares e R$ 1.959,41 em dinheiro. Segundo os registros, todos os três já possuem passagem pela polícia, principalmente o autor do disparo, Juliano, que responde por tentativa de homicídio em Blumenau.

Em setembro, mais precisamente no dia 19, um roubo foi registrado em Testo Rega, onde um morador foi feito de refém. De acordo com o relato da vítima, ele estava trabalhando em sua oficina quando foi abordado por dois homens. Os criminosos diziam a todo o momento que queriam somente dinheiro e perguntaram se tinha alguém na casa, que fica ao lado da oficina. Então eles amarraram as mãos da vítima, utilizando um pedaço de arame e abraçadeiras de nylon, e o obrigaram a entregar a chave da casa. Lá eles pegaram o dinheiro que estava na sua carteira e mais uma quantia referente a um bloco de rifa, totalizando R$ 540,00.

Em seguida, eles o retornaram para a oficina, onde amarraram à barra de direção de um veículo e também o amordaçaram. Neste momento, a vítima também foi agredida com chutes, na região do tórax. Os criminosos voltaram para a residência, onde vasculharam o interior da mesma à procura de mais dinheiro e logo em seguida foram embora, sem levar qualquer objeto. A filha o encontrou amarrado na oficina.

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