Comprometimento: 16 anos na mesma empresa, sem ter tido uma única falta
Foi na profissão de cozinheira que dona Maria de Fatima Pereira Vogel encontrou a realização e o amor pelo trabalho. Com experiência anterior em restaurantes e refeitórios de outras empresas, logo após ter casado, deixou as panelas e fogões industriais de lado para se dedicar ao esposo e aos filhos que vieram.
Foi na profissão de cozinheira que dona Maria de Fatima Pereira Vogel encontrou a realização e o amor pelo trabalho. Com experiência anterior em restaurantes e refeitórios de outras empresas, logo após ter casado, deixou as panelas e fogões industriais de lado para se dedicar ao esposo e aos filhos que vieram. Quando tive meus filhos, fiquei por 15 anos em casa, mas eles foram crescendo e resolvi voltar a trabalhar. Fiquei até o mais novo ir para a quinta série. Foi quando pensei que já estava mais do que na hora de cuidar de mim e, com isso, garantir um futuro melhor a eles.
E foi assim que começou a deixar currículos nas empresas, até ser chamada para iniciar sua história na Cativa Têxtil. Fui muito bem acolhida por todos. Antigamente o refeitório era bem menor, não tínhamos à nossa disposição toda a estrutura que temos hoje. É muita responsabilidade cozinhar para tanta gente assim. Na cozinha não tem rotina, fizemos cada dia uma coisa diferente. Fico muito feliz quando o pessoal reconhece que preparamos tudo com muito carinho e quando recebemos elogios. Acredito que cozinhamos com mais empenho na empresa do que em casa, a responsabilidade é muito grande, temos que zelar por nossos colegas, pela saúde e bem-estar deles. Nunca tivemos, graças a Deus e aos cuidados que temos, nenhum problema de intoxicação ou de servir algo que pudesse estar estragado, nestes anos todos. O segredo para não errar a mão é cozinhar todo dia, é a experiência, explica Maria de Fatima Vogel.
Só muda o fogão, mas o amor pela cozinha, este é sempre o mesmo – Dona Maria de Fatima Pereira Vogel não cansa nunca, e quando chega em casa, depois de um longo dia de trabalho, corre para as panelas para preparar o alimento do esposo, filhos e netos. Na verdade, adoro fazer doces, mas também me dou bem com os salgados. Gosto de trabalhar aqui e faço aquilo que gosto, não tem como não ser feliz dessa forma. Nossa equipe é muito boa, muito unida. Tem dias em que temos um ou outro problema, mas logo passa.
E além de cozinhar na fábrica e em casa, dona Maria de Fatima Pereira Vogel arruma tempo, já que energia tem de sobra, para organizar alguns eventos que são feitos nas residências de seus diretores. Gosto deles. Às vezes tem algum evento fora da empresa, na casa deles e somos chamados. Eles são muito queridos, nos tratam com todo o respeito do mundo. Para eles não tem frescura, são bons de garfo e comem de tudo, sempre elogiando.
Um exemplo de mãe e de profissional – Não é somente por nunca ter faltado em 16 anos de empresa, que dona Maria de Fatima Pereira Vogel pode ser tida como exemplo. Em casa também, sempre foi referência, incentivando seus filhos a crescerem profissionalmente. Meu filho mais velho não gostava de estudar, para estimular, fui estudar com ele e terminamos o segundo grau juntos. Devia ter uns 44 anos quando me formei, no NAES, em Pomerode mesmo. Estudávamos na mesma sala. Os outros dois filhos são formados na faculdade. Até pensei em fazer um curso superior, mas ainda não tive coragem, mas não descarto esta possibilidade. Meu filho começou a trabalhar aqui na empresa, na Estamparia, e mais uma vez estamos ao lado um do outro..
E o carinho materno de dona Maria de Fatima Pereira Vogel se estende muito além de seus filhos. Um momento que me marcou bastante, ao longo destes anos, foi o falecimento do seu Uberto, pai dos nossos diretores. Ele era uma pessoa maravilhosa e os filhos sofreram muito com esta perda. Ele já estava doente, mas vivia aqui na empresa, nos fins de semana, aos sábados. Quando vi a tristeza daqueles três irmãos, sentia vontade de confortá-los, de abraçá-los.
Mas com relação às boas lembranças, dona Maria de Fatima Pereira Vogel disse que nunca faltou ao trabalho por comprometimento, mesmo sabendo que, com isso, concorreria a prêmios e mais recentemente, bonificações ofertadas aos colaboradores pela direção da empresa. Não pelo valor do prêmio, mas sempre que tinha um sorteio e eu ganhava, ficava muito feliz. Nestes 16 anos nunca faltei, um único dia sequer. Sempre penso que se eu faltar, irei deixar meus colegas na mão.
E este é o conselho que dona Fatima deixa às gerações mais novas, que sejam mais comprometidas e que não tenham medo de trabalhar. Já dei entrada na aposentadoria, mas o Carlinhos, responsável pela cozinha, fala que tenho que trabalhar pelo menos mais seis anos com eles. Chego em casa à noite e deito no travesseiro com a sensação de dever cumprido, quero que lembrem de mim por fazer uma comida gostosa, por tratar todos com respeito e ser comprometida com a Cativa. Tenho um carinho especial pelas gestantes aqui da empresa e temos um programa diferenciado voltado a elas, com lanches e frutas durante o dia, para que elas se alimentem com mais frequência. Tem uma moça que adorava comer nega maluca na gravidez. Quando nasceu, veio aqui me mostrar o resultado dos meus bolos, um lindo neném em seus braços.