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PERSONALIDADE ESPORTIVA

Bambam: a força do punhobol

20 de junho de 2009

Bambam: a força do punhobol

Foi com a prática da modalidade de voleibol que Onésimo José Knopf, popularmente conhecido como Bambam, 36 anos, iniciou a paixão pelo punhobol. Com 11 anos, começou a jogar vôlei e em 1984 e 1985 chegou a participar da Seleção Catarinense de Voleibol. Bambam nasceu em Pomerode no dia 20 de março de 1973.
Mais tarde, em 1988, ingressou no punhobol, através da Comissão Municipal de Esportes (CME) de Pomerode, na época. “Na ausência de outra modalidade, até escolar, optei pelo punhobol e depois acabei gostando e não parei mais de jogar”, comenta Bambam.
“Recordo-me que foi nos Jogos Estudantis que tive muitas oportunidades e me empolguei ao esporte. É importante que os alunos se dediquem a essa competição, pois podem crescer bastante”, diz Bambam.
Além de representar Pomerode, o atleta jogou por outros municípios como São Bento do Sul e Blumenau. Mas sua história na modalidade nasceu e se firmou em Pomerode, equipe pela qual suou a camisa durante um grande período de tempo.
Jogou durante oito anos na Seleção Brasileira de Punhobol, de aproximadamente 1994 a 2001. A experiência trouxe importantes conquistas, conhecimentos e momentos que ficarão guardados eternamente. “Sempre sabia que ia chegar longe e acreditei nos meus objetivos, porque eu já jogava do punhobol, me dedicava há algum tempo e demonstrava habilidade”, diz.
Há cinco anos, Bambam repassa seus conhecimentos e experiências para incentivar a garotada a praticar punhobol. Trabalha com as categorias de base como o mirim, infanto e juvenil, predominantemente no naipe masculino. Mas também joga no adulto masculino.
Este ano, iniciou atividades de punhobol com cerca de 140 alunos da Escola Leoberto Leal, de Blumenau.


O esporte comoestilo de vida
 “Acredito que fui vitorioso dentro do punhobol, como também no voleibol. Comecei a prática esportiva desde cedo e a paixão pelo esporte sempre me acompanhou. Sempre foi o pilar e foi o meio de vida que escolhi”, considera Bambam.
O atleta acredita que o esporte é uma formação de caráter. “Não é só vencer ou perder. O esporte envolve muita coisa. Cria outros valores e afasta das drogas e da violência”, opina.
O técnico Reinaldo César Guimarães incentivou Bambam a iniciar sua trajetória no punhobol. “Aproveito a oportunidade para agradecer todo o apoio e incentivo que tive principalmente da minha família. Meu pai sempre incentivou à prática do esporte”, afirma Bambam.


A força no braço

Bambam sempre jogou na posição de batedor e fez vários pontos com a força do braço. “O pessoal ficava surpreso e impressionado com as minhas batidas fortes. Os anos de 1994 e 1995 foram os melhores anos da minha trajetória no punhobol”, diz.


Principais conquistas
Com a dedicação e paixão dispensadas ao esporte, Bambam alcançou vários e significativos títulos e medalhas. No voleibol, foi vice-campeão e campeão Brasileiro, em 1984 e 1985, respectivamente.
Já na modalidade de punhobol, foram ainda mais conquistas. Bambam representou a Seleção Brasileira de Punhobol durante cerca de oito anos e foi campeão Sul-Americano de Punhobol por quatro vezes. Em 1994, a competição foi no Chile; em 1996, no Brasil; e em 1998 e 2000, na Argentina.
Ainda pela Seleção Brasileira, foi campeão mundial, em 1999, na Suíça, sendo o único catarinense a integrar a equipe. Conquistou o 4º lugar no Mundial, em 1995, na Líbia, África do Sul. Em 1997, alcançou a medalha de bronze no Word Games, na Finlândia.
Além disso, conseguiu aproximadamente dois títulos, cinco medalhas de prata e cinco de bronze em Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Também conquistou o título do Campeonato Estadual por cerca de seis vezes.


Alguns momentos marcantes

Para Bambam, foram muitos os momentos marcantes vivenciados no punhobol. “Mas foi muito gratificante e significativo ser campeão mundial. Essa é uma das ocasiões que se sobressaem. Eu estava na elite do punhobol e representei o Brasil. Ouvir o hino nacional já é emocionante. Lembro-me que era arrepiante quando tocava o hino e eu estava lá usando a camisa do meu país. Conseguir o título foi ainda mais gratificante”, relata com um sorriso estampado no rosto.
“Uma curiosidade e outra situação gratificante na conquista do Campeonato Mundial foi ter quebrado a hegemonia de a Alemanha ser campeã. A final foi entre Brasil e Alemanha, que tinha vencido as últimas nove edições da competição. Por isso, a vitória foi ainda maior”, lembra.
A tragédia que ocorreu em novembro de 2008 e ocasionou o cancelamento dos Jasc foi outra situação marcante. “Foi bem frustrante, pois houve toda uma preparação e Pomerode tinha chances de levar o título. Quando de repente, tudo teve que ser interrompido devido à enchente. A batalha parou e a chance foi perdida”, conta Bambam.

 

“Ouvir o hino nacional já é emocionante. Lembro-me que era arrepiante quando tocava o hino e eu estava lá, usando a camisa do meu país. Conseguir o título do Campeonato Mundial foi ainda mais gratificante.”
Bambam, falando sobre o Mundial de 1999, conquistado pelo Brasil

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