Cesta na vida
Breno Takahashi, 23 anos, começou sua carreira como jogador de basquete com 13 anos, em Timbó.
Breno Takahashi, 23 anos, começou sua carreira como jogador de basquete com 13 anos, em Timbó. A paixão pelo esporte o acompanha desde cedo e sempre esteve aliada ao estudo. Breno nasceu em Belém do Pará e morou durante cerca de dez anos em Timbó. Atualmente, estuda e joga basquete nos Estados Unidos da América (EUA).
Durante suas férias, nas últimas duas semanas, aproveitou para visitar a família, em Timbó, e conversou com alguns alunos de escolas da região. Em Pomerode, incentivou a garotada e mostrou que um sonho, mesmo que pareça impossível, pode se tornar realidade sim. Na oportunidade, concedeu entrevista à redação do Jornal de Pomerode, na qual falou de sua trajetória, conquistas e perspectivas.
JP Esporte – Conte um pouco sobre sua trajetória.
Breno – Além de Timbó, joguei em Blumenau. Aos 16 anos, fui para São Paulo fazer testes para entrar na Franca (SP). Havia 60 crianças e destas, apenas seis passaram. Eu fui uma delas. Joguei lá durante um ano e depois, voltei a Blumenau. Três anos mais tarde, fui ao Piauí, onde conheci o professor Chiaretto, que hoje atua em Pomerode.
Isso acarretou minha participação na equipe da Uniasselvi. Joguei pelo time durante um ano, aos 20 anos de idade. Representei a Uniasselvi em Jogos Universitários e Jogos Abertos.
Depois dessas participações, decidi dar projeção à minha carreira e ir aos EUA. Isso foi no final de 2007. Eu tinha três meses para programar minha viagem. Foi tudo muito rápido.
JPE – E nos EUA, como foi o seu ingresso e como funciona atualmente?
B – Quando cheguei lá, não sabia falar inglês e não conhecia ninguém. Então, primeiro precisei aprender a falar inglês. Fiquei na cidade de Kentucky, na Universidade de Campbellsville. Foi um ano que fiquei do lado de fora, estudando, apenas observando o basquete. Depois desse período, fui para o Mesa Community College, que é uma Universidade com mais de 27 mil alunos. Para chegar lá, tive que mandar muitos e-mails. Lembro-me que foram três dias encaminhando 135 e-mails, ao total. O meu ingresso também dependia do teste de grau de aptidão. Mas deu tudo certo, sendo que alcancei a nota necessária e fui aprovado.
É difícil conseguir bolsa para aluno internacional. Mas o técnico da equipe respondeu e disse que eu poderia ajudar a mesma. Nos EUA, o atleta só se mantém no time se tiver um bom desempenho nos estudos, se manter boas notas. O jogador que não se dedicar na escola, não consegue entrar no time. Conheço atletas bons em quadra, mas que não se desempenham bem na faculdade e não têm a oportunidade de jogar pelo time.
Recebi um certificado de melhor aluno da Universidade e uma bolsa de estudos, por ter média dez em tudo. A própria comissão técnica da equipe também vê o meu esforço e mérito acadêmico. Nessa temporada, tenho muitas chances de ser o líder do time.
O Campeonato começa em agosto e temos chances de ficar entre as quatro melhores equipes. São mais de 400 times participantes.
JPE – Qual é a principal mensagem que você traz a alunos que despertam o interesse pelo basquete?
B – É possível sim que haja uma projeção de crianças da nossa região para o basquete. Comecei a jogar numa quadra como essa da Escola Doutor Blumenau. Quando pensava e olhava para o futuro, parecia muito longe, mas sempre imaginei onde queria chegar. O importante é acreditar.
O estudo abre portas também para outros países. O técnico quer um jogador inteligente na quadra. A família também precisa deixar a criança sonhar e incentivar estudos e esporte. Os atletas deveriam ser procurados nas Universidades para associar a imagem da faculdade aos vencedores, ao esporte. A Uniasselvi foi a pioneira em incentivar a bolsa de estudos relacionada ao esporte.