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Cesta na vida

Breno Takahashi, 23 anos, começou sua carreira como jogador de basquete com 13 anos, em Timbó.

8 de junho de 2009

Breno Takahashi, 23 anos, começou sua carreira como jogador de basquete com 13 anos, em Timbó. A paixão pelo esporte o acompanha desde cedo e sempre esteve aliada ao estudo. Breno nasceu em Belém do Pará e morou durante cerca de dez anos em Timbó. Atualmente, estuda e joga basquete nos Estados Unidos da América (EUA).
Durante suas férias, nas últimas duas semanas, aproveitou para visitar a família, em Timbó, e conversou com alguns alunos de escolas da região. Em Pomerode, incentivou a garotada e mostrou que um sonho, mesmo que pareça impossível, pode se tornar realidade sim. Na oportunidade, concedeu entrevista à redação do Jornal de Pomerode, na qual falou de sua trajetória, conquistas e perspectivas.
JP Esporte – Conte um pouco sobre sua trajetória.
Breno – Além de Timbó, joguei em Blumenau. Aos 16 anos, fui para São Paulo fazer testes para entrar na Franca (SP). Havia 60 crianças e destas, apenas seis passaram. Eu fui uma delas. Joguei lá durante um ano e depois, voltei a Blumenau. Três anos mais tarde, fui ao Piauí, onde conheci o professor Chiaretto, que hoje atua em Pomerode.
Isso acarretou minha participação na equipe da Uniasselvi. Joguei pelo time durante um ano, aos 20 anos de idade. Representei a Uniasselvi em Jogos Universitários e Jogos Abertos.
Depois dessas participações, decidi dar projeção à minha carreira e ir aos EUA. Isso foi no final de 2007. Eu tinha três meses para programar minha viagem. Foi tudo muito rápido.
JPE – E nos EUA, como foi o seu ingresso e como funciona atualmente?
B – Quando cheguei lá, não sabia falar inglês e não conhecia ninguém. Então, primeiro precisei aprender a falar inglês. Fiquei na cidade de Kentucky, na Universidade de Campbellsville. Foi um ano que fiquei do lado de fora, estudando, apenas observando o basquete. Depois desse período, fui para o Mesa Community College, que é uma Universidade com mais de 27 mil alunos. Para chegar lá, tive que mandar muitos e-mails. Lembro-me que foram três dias encaminhando 135 e-mails, ao total. O meu ingresso também dependia do teste de grau de aptidão. Mas deu tudo certo, sendo que alcancei a nota necessária e fui aprovado.
É difícil conseguir bolsa para aluno internacional. Mas o técnico da equipe respondeu e disse que eu poderia ajudar a mesma. Nos EUA, o atleta só se mantém no time se tiver um bom desempenho nos estudos, se manter boas notas. O jogador que não se dedicar na escola, não consegue entrar no time. Conheço atletas bons em quadra, mas que não se desempenham bem na faculdade e não têm a oportunidade de jogar pelo time.
Recebi um certificado de melhor aluno da Universidade e uma bolsa de estudos, por ter média dez em tudo. A própria comissão técnica da equipe também vê o meu esforço e mérito acadêmico. Nessa temporada, tenho muitas chances de ser o líder do time.
O Campeonato começa em agosto e temos chances de ficar entre as quatro melhores equipes. São mais de 400 times participantes.
JPE – Qual é a principal mensagem que você traz a alunos que despertam o interesse pelo basquete?
B – É possível sim que haja uma projeção de crianças da nossa região para o basquete. Comecei a jogar numa quadra como essa da Escola Doutor Blumenau. Quando pensava e olhava para o futuro, parecia muito longe, mas sempre imaginei onde queria chegar. O importante é acreditar.
O estudo abre portas também para outros países. O técnico quer um jogador inteligente na quadra. A família também precisa deixar a criança sonhar e incentivar estudos e esporte. Os atletas deveriam ser procurados nas Universidades para associar a imagem da faculdade aos vencedores, ao esporte. A Uniasselvi foi a pioneira em incentivar a bolsa de estudos relacionada ao esporte.

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