A mesma praça,o mesmo banco
Mais uma vez o Botafogo é palco de uma grande palhaçada.
A mesma praça, o mesmo banco Mais uma vez o Botafogo é palco de uma grande palhaçada. Basta o time sair do trilho, que o roteiro do caos começa a ser encenado. Reclamar de arbitragem é algo inoportuno, como já relatei detalhadamente em colunas anteriores, é impossível um homem estar presente em 8.400m², ao mesmo tempo. Antigamente, os jogadores corriam em média, por jogo, menos da metade do que correm atualmente. O árbitro tinha mais facilidade em controlar os jogos. O jogo de futebol evoluiu muito fisicamente, tornou-se muito veloz e um árbitro, não vem conseguindo administrar as partidas e estamos vendo, seguidamente, gravíssimos erros que vem decidindo jogos. O Botafogo já foi fatalmente prejudicado contra o São Paulo, três pontos que podem dar o título ao tricolor. No jogo seguinte, de domingo passado, novamente um erro fatal contra o Botafogo. O zagueirão Welton, do Atlético Mineiro, se mandou para o ataque e se jogou dentro da área. O meu xará, Evandro Rogério Roman, em cima do lance, marcou pênalti, acabando com o sonho da torcida do Botafogo em fisgar uma vaga no G4. Para piorar de vez, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que o clube pague os salários atrasados dos empregados e jogadores sob pena de multa diária de R$ 2 mil por empregado que for encontrado com o pagamento em atraso. Definitivamente, o que ocorre nos corredores do Botafogo, é algo muito sombrio. “O São Paulo não erra”, Tite Segundo Márcio Braga, presidente do Flamengo, este ano era o ano do hexa. E ele realmente pode ter razão. O São Paulo está se agigantando na reta final. Com uma série invicta de 13 jogos (oito vitórias e cinco empates), pode ser o primeiro clube hexacampeão brasileiro. É mole ou quer mais? Quer mais, então vamos lá: Pode ser o primeiro clube tricampeão consecutivamente. É o clube mais vezes vice-campeão brasileiro. Confesso que o estilo de jogo são-paulino não me agrada. Não é de hoje. Mas seria covardia de minha parte, criticar um time que possui o melhor ataque da competição, com 56 gols, média de 1,70 gols por partida. É o time que mais cria jogadas, pois é o time que mais finaliza, com 421 finalizações, uma média de 13 finalizações por jogo. É o time que mais cria assistências para gols. Para completar, é a segunda melhor defesa da competição. Não tem o que contestar. O São Paulo pode não jogar bonito, pode não fazer os melhores jogos para assistirmos no sofá. Pode não encher os olhos. Pode não ser um time que faz espetáculo, como poucas vezes foi. Mas é um clube moderno, readaptado e que tem a fórmula para vencer tudo que disputar. É um clube blindado. É um time sólido. É um clube coeso. É um time intransponível. É um clube profissional e trabalhador. É um time compacto. É um clube vencedor. Curiosidade: A última derrota do São Paulo foi no dia 17 de Agosto, para o Grêmio. Como sempre, o São Paulo encontra uma dupla de volantes que fazem a diferença. Em 2006, Mineiro e Josué. No ano seguinte, Hernanes e Richarlyson. Agora, Jean e Hernanes. Grêmio com seis desfalques diante do Palmeiras A queda de rendimento do Grêmio neste segundo turno é nítida. Diferente do primeiro turno, quando foi uma equipe completamente sólida e equilibrada, neste segundo turno é tudo muito diferente. O Grêmio não vem tendo mais a mesma força, atuando como visitante. E em casa, aos poucos, demonstra fragilidade. O técnico Roth, que nunca foi do meu agrado devido ao seu defensivismo, já começa a ser contestado e vaiado pela torcida gremista.A falta de muitas opções no grupo começa a trazer problemas, na reta final do Brasileiro. Domingo, contra o Palmeiras, o time terá seis desfalques, pelo menos. O lateral Felipe e os zagueiros Réver e Thiego estão suspensos. Paulo Sérgio e Makelele pertencem à equipe alviverde e não podem atuar pelo acordo de “cavalheiros” e o zagueiro Pereira está machucado. Léo, com dores musculares, é dúvida.