Do fogão à lenha ao fogão a gás
E.B.M. Almirante Barroso
E.B.M. Almirante Barroso
Atualmente a casa de minha avó Elzira fica na Rua Presidente Costa e Silva, na localidade de Testo Rega, em Pomerode. Porém passamos bons momentos quando ela morava com sua família na Rua Fundos Butzke, um lugar afastado da cidade. Era lá que ela usava seu simples fogão à lenha para fazer suas deliciosas comidas, esquentando o leite de seus filhos durante a noite. Lá ela também esquentava a água que era usada para tomar banho. Essa água, que era esquentada no fogão à lenha, era conduzida através de um cano que se estendia do fogão à banheira, onde se tomava banho naquele tempo.
“Eu nasci e morei em Jaraguá do Sul até os meus dezoito anos. Com dezenove anos eu vim a Pomerode. Naquela época, Pomerode era uma cidade calma, simples e as pessoas eram muito alegres. Era conhecida como a cidade mais alemã do Brasil, pois existiam muitas colônias no município. Mas os tempos da minha época não eram fáceis. Para ir ao trabalho, por exemplo, precisava-se passar por trilhas estreitas porque as ruas daquela localidade ainda não tinham sido abertas. E em época de chuva, as águas transbordavam e levavam as pequenas pontes que existiam naquele lugar. Com o passar dos anos a vida foi mudando e as coisas se modernizando. Através dessa mudança, meu simples fogão à lenha foi substituído pelo fogão a gás, que se tornou prático e fácil de usar. E com a chegada do fogão a gás, não havia mais necessidade de derrubar tantas árvores para se conseguir lenha para fazer fogo. Hoje é só girar o botão e acender um fósforo que temos aí o fogo para fazer ou esquentar o almoço. Além disso, temos a luz elétrica para tomar o nosso banho. Eram tempos difíceis, mas jamais esquecerei os tempos alegres que lá passei”, relembra com saudade.
Pomerode, uma cidade que atinge uma população de aproximadamente 25.000 habitantes. Eu também gosto de morar nesta cidade. Eu sou Maiara Falk, autora deste texto baseado na entrevista com Elzira Falk, minha avó.
“Ah, minha querida neta… Bons tempos aqueles de fogão à lenha. Jamais os esquecerei, pois marcaram uma época muito boa da minha vida”, finaliza emocionada a minha querida avó.