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95 anos de determinação

Hildegard Schulz comemora 95 anos no Dia Internacional da Mulher e é um exemplo de luta e humildade. O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, é uma data especial para qualquer representante do sexo feminino, mas para Dona Hildegard Schulz o dia é duplamente especial.

14 de março de 2017

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, é uma data especial para qualquer representante do sexo feminino, mas para Dona Hildegard Schulz o dia é duplamente especial.

Isso porque, nesta mesma data, ela completa 95 anos de idade, com uma vivência rica e muitas lições para nos ensinar. 

Ela nasceu em Jaraguá do Sul, em 1922, mas sempre morou em Pomerode, no bairro Wunderwald. Como a família morava no interior, ela trabalhou essencialmente na roça e ajudando a cuidar da casa, principalmente depois que o pai adoeceu. Ela e a irmã precisavam ajudar a mãe a manter a casa e a lavoura. A família plantava de tudo um pouco, como arroz, milho, aipim, para consumo próprio. 

Dona Hildegard fala muito sobre seu pai, sobre como ele era severo na educação dos filhos, querendo manter todos na linha. Essa severidade marcou muito a sua vida e ela, com o olhar perdido, revive as lembranças. “Quando eu era jovem, quase não podia sair de casa. Eu procurava sempre obedecer meus pais”, ela relembra, com dificuldade.

Mas, seus olhos recuperam o brilho quando ela fala do marido, já falecido, com quem escolheu compartilhar a vida. Segundo Dona Hildegard, eles se conheceram ainda crianças, já que moravam na mesma rua, no Wunderwald. A amizade pura, com o tempo foi virando amor. Eles se casaram quando ela tinha apenas 18 anos, pois engravidou, e segundo os costumes da época, isso implicava em casamento.

Ela conta que foi uma festa simples, sem muita produção. “Era muito mais difícil para fazer um casamento naquela época, custava muito caro”, ela comenta.  
Mesmo casada, não deixou  suas raízes e continuou morando no mesmo bairro, em uma casa própria, com afazeres próprios. Dona Hildegard lamenta, apenas, não ter conseguido aprender nenhuma outra ocupação, somente o trabalho rural, cuidando dos animais também. 

Alguns dos momentos que ela consegue se recordar são os dias de tempo ruim, nos quais mesmo com chuva, era necessário cortar e preparar o trato para os animais que tinham, como cavalos, porcos e galinhas. 

Dona Hildegard e o marido tiveram três filhos, dos quais um já faleceu. Os outros dois são Elona e Alcino Schulz, que continuam a cuidar da mãe, mesmo que esteja morando no Pommernheim há cerca de oito anos. A vinda para o lar de idosos foi uma escolha dela, que sempre foi um tanto altruísta, e justificou desejar que os filhos pudessem aproveitar melhor a vida. 

No Pommernheim, ela relata que procura ter uma boa convivência com todos e que considera todos seus amigos. E, compartilha um pouco de sua rotina lá. Dona Hildegard é um tanto vaidosa, gosta de pintar as unhas e estar com o cabelo sempre arrumado.

Ela fala também que costuma fazer ginástica, mesmo com a forma física já mais debilitada, e que sempre gostou de exercícios, principalmente de fazer corrida quando mais jovem. 

A boa convivência é algo que a idosa ressalta, afirmando que é essencial. “É importante se respeitar, acima de tudo, viver com humildade. Somos todos iguais. No final, vamos terminar da mesma maneira, não importam os bens materiais. Devemos aproveitar a vida e não brigar”, reforça. 

 

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