50 anos de um marco da separação de uma nação
O muro perdeu sua finalidade há 21 anos, mas sua história completa 50 neste sábado, 13/08. Sua presença mesmo que meramente ilustrativa faz toda a humanidade refletir sobre o quanto as decisões dos líderes mundiais mexem com a vida de todos. Algumas medidas políticas podem trazer prosperidade e…
O muro perdeu sua finalidade há 21 anos, mas sua história completa 50 neste sábado, 13/08. Sua presença mesmo que meramente ilustrativa faz toda a humanidade refletir sobre o quanto as decisões dos líderes mundiais mexem com a vida de todos.
Algumas medidas políticas podem trazer prosperidade e isso acontece desde a Grécia Antiga, quando os pilares do mundo moderno foram concebidos. Mas também podem separar vidas e famílias. E foi justamente essa segunda possibilidade que a construção do Muro de Berlim trouxe para uma Alemanha pós Segunda Guerra Mundial.
O fim da guerra e a derrota do país liderado por Adolf Hitler fez com que os vitoriosos dividissem o mundo em duas forças. Uma, democrática e capitalista liderada por Estados Unidos e Inglaterra; outra em sua maioria autoritária e socialista, capitaneada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
O mundo chamou isso de Guerra Fria e durou de 1945 a 1991. Mas o símbolo máximo dessa disputa de poderes condenou uma cidade, Berlim, a viver separada por uma barreira e levou a morte muitos filhos da Alemanha, que lutavam pelo direito de ir e vir.
Ele foi construído em 1961, 16 anos após o fim do conflito mundial, quando Berlim já era separada, porém o contingente militar somente com o trabalho de fronteira não conseguia dar conta da quantidade de alemães que tentavam fugir do lado oriental para o ocidental.
De um lado uma Berlim capital da República Federal da Alemanha, de outro sua irmã siamesa, a República Democrática Alemã; separada por um bisturi cego, instrumento da ganância da humanidade. Uma pujante economicamente, fruto do Plano Marshall, que recuperou os países do Oeste europeu. Já a outra destruída pela economia viciada e estatal do sistema comunista.
O Muro de Berlim foi sim, o símbolo da Guerra Fria. Mas também foi ele que selou a derrocada do comunismo e em um efeito dominó colaborou para que outras insurgências acontecessem em países do Leste Europeu, que seguiram o processo de abertura que nascia capitaneada pelo líder da URSS, Mickail Gorbatchov.
Hoje o que restou da muralha desde a unificação das Alemanhas, em 1990, dá espaço para manifestações de artistas populares e de turistas que deixam suas marcas no que restou da fria e repressiva barreira.
Sim o que separava e impedia o progresso de um lado da Alemanha, hoje é um ponto turístico de um país moderno, imponente economicamente e de uma pluralidade cultural, que vai das artes plásticas, ao novo cinema alemão.
Quer saber mais?
– Muro De Berlim, Um Mundo Dividido 1961 – 1989, Frederic Taylor Editora O Record
– Queda Do Muro De Berlim, Flavia Bancher, Editora A Atelie
– 1989 O ano que mudou o mundo – A verdadeira história da queda do muro de Berlim, Michael Meyer, Editora Zahar