24 Troféus
A concentração em frente ao teatro começou às 16h. Os pais aguardavam ansiosos a chegada das meninas. O ônibus chegou por volta das 16h30min de quarta-feira, dia 17 de setembro, no Teatro Municipal de Pomerode. Faixas e balões recepcionaram a professora e as bailarinas do Corpo de Baile Municipal
A concentração em frente ao teatro começou às 16h. Os pais aguardavam ansiosos a chegada das meninas. O ônibus chegou por volta das 16h30min de quarta-feira, dia 17 de setembro, no Teatro Municipal de Pomerode. Faixas e balões recepcionaram a professora e as bailarinas do Corpo de Baile Municipal, que desceram do veículo aclamadas por uma salva de palmas, merecidas por sinal. Além de todo o talento que demonstraram no festival Dança Chapecó, ainda trouxeram 24 troféus, isso mesmo, 24, ou seja, tinha mais troféus que bailarinas (elas estavam em 22)!
No ano passado, o grupo já havia participado deste mesmo evento e haviam conquistado um ótimo resultado. Este ano, elas foram com ainda mais garra e se tornaram, além do grupo mais comentado do festival, o mais premiado também. “Nós estávamos nos preparando desde final de janeiro deste ano para o festival de Chapecó. Todas as bailarinas dedicaram-se nos feriados e alguns finais de semana. Queríamos ser o grupo mais comentado do festival e conseguimos, os elogios eram muitos de jurados e plateia presente”, conta a coordenadora do projeto Andrea Ianetta Hradec.
Ainda segundo a professora, as meninas têm uma postura extremamente profissional durante as apresentações, que faz com que muitas pessoas queiram conhecer o trabalho e ficam admiradas ao saber tratar-se de um projeto. “As pessoas que vem conversar conosco imaginam que somos uma escola ou cia de dança, não imaginam que somos um projeto. Quando comentamos, ficam maravilhados com o trabalho. Adoram a disciplina das meninas, a alegria no palco. São crianças que estão no palco com a disciplina de um adulto”, relata.
E as meninas agitaram o público. Algumas de suas coreografias foram bastante aclamadas e fizeram inclusive, a plateia interagir com a dança. “Também adoraram as coreografias de estilo livre que levantou a plateia, como foi o caso da coreografia ‘O baile dos passarinhos’, que a plateia curtiu junto e aplaudiu no ritmo da música. E consequentemente, tivemos nota 10 em todos os requisitos”.
Andrea sente-se orgulhosa do grupo, por ter conseguido superar suas próprias expectativas. Mesmo com dificuldades durante o ano, o grupo conseguiu mostrar como supera as adversidades. “Sinto-me orgulhosa por ter um grupo que faz a diferença por onde passa. Por ter pais que estão na luta junto comigo. Por ter bailarinas e pais que acreditam no nosso potencial. E juntos, não vamos medir esforços para que um sonho continue a estar se realizando. Nossas meninas têm muito valor e Pomerode só tem o que se orgulhar. Também agradecemos a empresa Volkmann Turismo, Link Comercial e Unimed, que nos ajudaram a conquistar os 24 troféus. Os meus aplausos especiais aos pais, bailarinas e todos que estão ao nosso lado acreditando no Corpo de Baile Municipal”, explana a coordenadora. As meninas conquistaram prêmios nas categorias Infantil, Júnior, Juvenil e Adulto. Ao todo, foram 32 coreografias, contando os 16 solos, que competiam entre si.
Para os pais, o sentimento é quase único. A emoção tomou conta quando as meninas voltaram para Pomerode, onde foram recepcionadas calorosamente por seus familiares. Todos, extremamente orgulhosos dessas meninas. “É muita felicidade neste momento. A cada ano elas estão indo cada vez mais longe. Pena que ainda falta o incentivo público. Mas elas merecem toda essa comemoração. E para mim, esse festival foi ainda mais especial, pois minha filha fez 16 anos em Chapecó, competindo. Acho que foi um grande presente para ela”, conta Janete Dalpiaz, mãe. Já para o pai Jonas Rahn a felicidade tomou conta. “É muito orgulho, carinho e amor. Tanto esforço que elas fizeram durante meses para chegar onde chegaram e olha só o resultado. Pena ainda não serem reconhecidas pelo poder público”. A mamãe Rosinete Buss, ficou sem palavras. “É muita emoção, muito orgulho. Ver o sorriso estampado no rosto delas, não tem dinheiro que pague isso”.
Entre choros e risos, uma certeza: a de dever cumprido. Mas não terminou por aí. Os treinos recomeçam e elas pretendem alçar voos ainda mais altos este ano. “Achamos que íamos ganhar uns 16 prêmios e não nos acreditamos quando chegamos em 24. Queríamos ganhar o melhor grupo do festival, mas infelizmente este ano dedicaram para grupo do gênero street. Mesmo assim, vamos em busca de melhor grupo em outros festivais, ainda queremos isso para este ano. O grupo sempre diz: a luta continua”, termina.