Geral

20 anos dedicados à educação

A arte de educar é um dom e, com ele, a satisfação de poder ensinar crianças, jovens e adultos para mudar uma sociedade é a certeza de estar na profissão certa.

1 de junho de 2015

Já dizia Paulo Freire, 'Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda'. A arte de educar é um dom e, com ele, a satisfação de poder ensinar crianças, jovens e adultos para mudar uma sociedade é a certeza de estar na profissão certa.
Para Margareth Ripp, o dia 16 de fevereiro de 2013 foi uma data muito mais que especial, pois, neste dia, ela comemorou 20 anos de Colégio Doutor, dos seus 23 de experiência. Uma história que começou muito antes de escolher o curso de pedagogia para estudar após sair do ensino médio. Uma história de várias etapas que, atualmente, segue sendo escrita na direção da escola em que aprendeu a ler e escrever.
A escolha, segundo Margareth, é uma vocação. 'Desde pequena eu sempre quis ser professora. Mas foi entre a 5ª e a 8ª série que eu obtive a minha referência. Na época, a minha professora de Língua Portuguesa era a Dona Margrit P. Schmidt e, por sempre gostar das suas aulas e da disciplina, eu sabia que iria lecionar. Contudo, havia cogitado estudar Letras', conta Margareth.
A escolha pela Pedagogia foi feita por conta de sua afinidade com as crianças. 'Sempre gostei muito das crianças menores e não me via lecionando para os maiores, na época. No entanto, isso é algo que se aprende com a prática', revela.
O primeiro contato com a educação em sala de aula ocorreu na extinta escola Oswaldo Cruz, no Ribeirão Souto, por um período de dois meses. Depois disso, foi na Escola Olavo Bilac, quando Margareth deu aulas para alunos de quarta série. 'Lembro-me exatamente do dia em que entrei na Secretaria de Educação do município e a vaga me foi cedida pelo então prefeito Henrique Drews', descreve Margareth.
A decisão de lecionar na escola em que estudou, sempre teve incentivo e apoio de seu ex-marido, Jaime Cesar Butzke. 'Com certeza, um dos meus maiores incentivadores foi o Jaime. Desde a época em que estudava ele sempre me apoiou em meus cursos e projetos. Se estou aqui hoje, devo isso a ele também', completa.
Quando o primeiro dia de aula chegou, em 1993, a história de Margareth como professora no Colégio Doutor começou. A professora Margrit, que foi uma de suas referências, a contratou para lecionar na terceira série e, em 1999 também a chamou para ser coordenadora pedagógica.
Atualmente, Margareth é diretora do Colégio e quando questionada sobre a diferença entre estar em sala de aula e estar controlando uma escola inteira, a diretora é direta. 'Enquanto fui professora minha única preocupação era educar e o fazê-lo da melhor maneira possível. Hoje, como diretora, a responsabilidade aumenta e a tenho com pais, alunos, professores, funcionários e comunidade', relata.
Mesmo na função de diretora, Margareth também leciona o Projeto Cidadão. A disciplina faz parte da grade curricular dos alunos de 6º a 9º ano que tem como principal objetivo trabalhar com os estudantes assuntos que não fazem parte das outras disciplinas. 'É nessa aula que podemos conversar com os adolescentes sobre cidadania, ética, sexualidade, drogas, inclusão social e diversos outros temas. É um tempo em que posso me dedicar à minha paixão, além de estar em contato direto com os alunos', explica.
A parte burocrática, antes desconhecida, agora faz parte da rotina de diretora e, com isso, a arte de ensinar fica um pouco de lado. 'Com certeza estar em sala é o que mais faz falta, afinal de contas é lá que o olho brilha. A parte burocrática te faz perder um pouco o contato pessoal, o que acho fundamental. Por isso, sempre mantenho as portas abertas para receber a todos', relata.
Ser diretora não era o sonho de Margareth. No entanto, a dedicação e o empenho foram reconhecidos. 'Nunca imaginei, quando comecei a trabalhar aqui como professora, em ser diretora. Eu via a rotina do meu pai, que era comerciante, e nunca desejei ser chefe. Achava ainda que meu pai era, muitas vezes, incompreendido por conta das decisões que tinha que tomar e não queria o mesmo destino para mim', afirma. No entanto, a liderança, presente no sangue, fez-se mais forte e hoje Margareth está na função há sete anos.
Hoje, Margareth já possui uma história dentro de sua própria educação. Com pós-graduação em Psicopedagogia, pela Uniasselvi, e em Gestão Escolar, pela EST/Setrem e um Mestrado em Educação, os ensinamentos e aprendizados não pararam, todos em prol do Colégio.
A história de vida, dedicada à educação, segundo Margareth, é uma vocação. Vocação esta que completa 20 anos de amor e dedicação com a certeza de estar cumprindo o papel que foi assumido: o de transformar uma sociedade com educação.

Notícias relacionadas