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1º de Dezembro: Dia Mundial de Combate ao HIV/AIDS

Nos últimos 10 anos, eram detectados somente um ou dois casos de HIV no município de Pomerode.

23 de novembro de 2006

Nos últimos 10 anos, eram detectados somente um ou dois casos de HIV no município de Pomerode. De forma assustadora, somente em 2006, foram diagnosticados 22 casos. Destes, 18 são mulheres, oito homens e uma criança de seis anos, que contraiu o vírus da mãe, durante a gestação. Em todos os casos o vírus foi contraído através de relações sexuais. A maior incidência fica entre indivíduos de 30 a 40 anos.


A AIDS é uma doença causada por um “vírus” chamado “HIV”. Este penetra no corpo e ataca os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do sistema imunológico.


O vírus pode permanecer no organismo por meses ou anos, sem sinal aparente da doença. Os portadores desse vírus são chamados de “soropositivos assintomáticos”. Mas, mesmo assim, podem infectar outras pessoas.


Qualquer pessoa pode pegar o HIV: o homem ou mulher, casado ou solteiro, criança, jovem ou idoso.


A AIDS não tem cura. E também não tem cara, qualquer um pode ter o vírus do HIV, mesmo que não pareça estar doente. O HIV pode ser transmitido através de:


– Relações sexuais (anal, vaginal ou oral sem camisinha);


– Compartilhamento de agulhas e seringas;


– Transfusão de sangue;


– A mãe infectada pode transmitir o vírus para o bebê (durante a gravidez ou parto);


– Leite materno;


– Instrumentos não esterilizados.


A melhor forma de proteção contra o HIV é a prevenção, que se faz evitando as situações de risco. Para se prevenir da AIDS, você deve usar corretamente a camisinha nas relações sexuais, evitar parceiros múltiplos, situações de promiscuidade, usar apenas agulhas e seringas descartáveis. Nas transfusões, o teste de controle de sangue e derivados deve ser rigoroso.


Para evitar que a AIDS passe de mãe para o filho, todas as gestantes devem começar o pré-natal o mais cedo possível e fazer o teste de AIDS.


Pomerode conta com um grupo multidisciplinar de DST-AIDS, que está vinculado à Secretaria Municipal de Saúde. Os profissionais que atuam neste grupo são os seguintes: médico, enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem, assistente social, farmacêutica e psicóloga. O grupo atua desenvolvendo atividades preventivas; promovendo discussões sobre os assuntos relativos ao programa; esclarecendo dúvida referente ao assunto para a comunidade e prestando atendimento aos portadores do vírus e para quem procura o serviço de saúde.


Agora não se esqueça! Na dúvida faça o exame. Ele pode ser feito no posto de saúde de seu bairro, através da coleta de uma amostra de sangue. O teste é feito de graça e é sigiloso. Para sair o resultado é preciso esperar 20 dias e o exame vem em envelope lacrado e é entregue somente após a identificação do paciente. Em todos os postos de saúde de Pomerode são disponibilizados preservativos a população. O município recebe três mil preservativos por mês.


Brasil reduz em mais


de 50% o número


de casos em bebês


Os novos números da aids no Brasil apontam para uma queda acentuada nos casos de transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a gestação, no parto ou a amamentação. A redução é apresentada no Boletim Epidemiológico 2006, divulgado na terça-feira (21/11), pelo Ministro da Saúde, Agenor Álvares, em Brasília (DF). A publicação é baseada nas notificações registradas nos serviços de saúde pública e privada em todo o país.


De acordo com o boletim, a redução foi de 51,5%, entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos. No ano passado, 530 casos. Em 2006, de janeiro a junho foram notificados 109 casos nessa categoria.


O número total de casos de aids acumulados entre 1980 e junho de 2006 é de 433.067. Em 2005, foram registrados 33.142 casos, com taxa de incidência de 18,0 – a menor desde 2002. A taxa de incidência é o número de casos registrados em cada grupo de 100 mil pessoas. Em 2006, nos seis primeiros meses, foram notificados 13.214 casos. Hoje, estima-se que aproximadamente 600 mil pessoas vivem com HIV e aids no Brasil. Número que permanece estável desde 2000.


Idosos – Nas pessoas com 50 anos ou mais, observa-se tendência de crescimento da epidemia. Entre 1996 e 2005, na faixa etária de 50-59 anos, a taxa de incidência entre os homens passou de 18,2 para 29,8; entre as mulheres, cresceu de 6,0 para 17,3. No mesmo período, há aumento da taxa de incidência entre indivíduos com mais de 60 anos. Nos homens, o índice passou de 5,9 para 8,8. Nas mulheres, cresceu de 1,7 para 4,6.


Sexo e faixa etária – Na população masculina há discreta queda na taxa de incidência para cada 100 mil, que era de 22,5 em 1996 e foi para 21,9 em 2005. Nos adolescentes (13 a 19 anos) e adultos jovens (20 a 24 anos), as reduções foram maiores, no mesmo período. Nos adolescentes, a taxa caiu de 2,0 para 1,4. Nos adultos jovens, passou de 19,2 para 13,3.


Nas mulheres, a taxa de incidência saltou de 9,3 em 1996 para 14,2 em 2005. Há quedas discretas no número de casos em crianças menores de cinco anos, nas adolescentes e nas adultas de 20 a 29 anos. Nas mulheres com mais de 30 anos, há aumentos em todas as faixas etárias, confirmando o crescimento do número de casos de aids na população feminina, observado a partir da década de 1990.


A razão dos casos de aids entre os sexos vem mostrando sinais de estabilização nos últimos anos. Em 1985, no início da epidemia, havia 26,5 casos da doença em homens para 1 em mulher. Ao longo dos anos, a proporção caiu constantemente. Em 2005, a razão foi de 1,5 caso em homem para 1 em mulher, número estável desde 2003.


Óbitos – Apesar de os números de óbitos de 2005 serem preliminares, pode-se afirmar que há queda significativa na taxa de mortalidade (número de óbitos por 100 mil habitantes), que passou de 9,6 em 1996 para 6,0 em 2005. De 1980 até o ano passado, o número acumulado de mortes em decorrência da aids é de 183.074.


Em 2005, houve 11.026 óbitos, confirmando a média anual de óbitos, observada desde 2000. Em 1996, foram 15.017 mortes.


Categoria de exposição – Nos homens observa-se diminuição nos casos entre homossexuais e aumento entre os bissexuais e heterossexuais. Nesse último grupo, em 1996, o percentual em relação ao número total de casos foi de 22,5%. Em 2005, passou 44,2%. Nas mulheres, a epidemia segue com a característica de ser quase que totalmente de transmissão heterossexual, responsável por 94,5% dos casos registrados no ano passado.


Entre os usuários de drogas injetáveis (UDI), o número de casos de aids prossegue em queda constante. Em 1996, os 4.852 casos notificados nessa população específica, considerando homens e mulheres, correspondiam a quase um terço do total de casos de aids registrados. Em 2005, foram registrados 1.418 casos em UDI – o que representa uma redução de 71%.


Raça e cor – Entre os casos notificados com a variável raça/cor, observa-se queda proporcional entre os indivíduos que disseram ser brancos e aumento proporcional entre os que disseram ser pretos e pardos. Em 2000, os homens brancos corresponderam a 59% dos casos de aids. Em 2005, o índice caiu para 53,5%. Já entre os pretos e pardos, que em 2000 corresponderam a 40,2% dos casso, em 2005 já eram 45,6%.


Entre as mulheres, caiu o número de casos entre as que se disseram brancas – de 58%, em 2000, para 51,6%, em 2005. Entre as pretas e pardas, a proporção passou de 41% em 2000 para 47,5% em 2005.

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