Meio Ambiente

Zoo Pomerode recebe animais apreendidos na Operação Bioma

Filhotes receberam os cuidados necessários e serão introduzidos aos grupos pertencentes de cada espécie.

23 de novembro de 2020

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação “Bioma”, na manhã desta segunda-feira, 23 de novembro, para combater crimes contra a fauna. A ação foi de responsabilidade da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A operação decorre de investigação sobre grupo criminoso que se dedica ao tráfico de animais silvestres, os quais, são retirados indevidamente de seu habitat natural para abastecer e sustentar o comércio ilegal.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisões temporárias, expedidos pela Justiça nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, tendo como alvo, em tese, comerciantes irregulares, intermediadores, caçadores, fomentadores do tráfico animal e encarregados de falsificar anilhas e documentação. As diligências ocorreram, simultaneamente, nas cidades de Itajaí, Itapema, Penha, Biguaçu, Antônio Carlos, Tijucas, Balneário Camboriú, Joinville, Timbó, Guabiruba e Blumenau, em SC; Arroio Grande e Rio Grande, no RS; Osasco e São Paulo, em SP.

 

Foto: Divulgação


 

Durante a operação, a Polícia Civil de Santa Catarina teve o apoio da Polícia Civil de São Paulo, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, do Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

E no início da tarde desta segunda-feira, o Bioparque Zoo Pomerode recebeu alguns destes animais apreendidos na operação, pelo Ibama. Foram dois filhotes de Arara Vermelha, um filhote de Papagaio Verdadeiro, um filhote de Arara Azul e três filhotes de Tucano Toco, que serão integrados, gradativamente, à rotina do zoológico. “Aqui no Zoo Pomerode, os animais foram alimentados, receberam cuidados médicos veterinários e passarão por uma bateria de exames clínicos. Os filhotes serão acompanhados pela equipe técnica do Bioparque até atingirem a fase adulta. Em seguida, serão introduzidos aos grupos pertencentes de cada espécie. Por estarem ‘humanizados’, não é possível a sua reintegração à natureza”, destaca Maurício Bruns, o diretor executivo da entidade.

 

Foto: Divulgação


 

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