Esporte

Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas mulheres

Nova política da CBV determina que apenas atletas do sexo biológico feminino poderão disputar competições femininas; medida passa a valer a partir da temporada 2026/27

15 de agosto de 2026

Foto: Divulgação/CBV

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade para atletas que disputam competições da categoria feminina. A partir da medida, somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar dos torneios organizados pela entidade.

A nova regra foi publicada no site oficial da CBV e, segundo a confederação, busca alinhar as competições nacionais aos parâmetros atualmente adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Teste genético será utilizado para verificar elegibilidade

De acordo com a nova política, a verificação será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino. O procedimento pode ser feito por exame de sangue ou por esfregaço bucal.

Segundo a CBV, a mudança ocorre diante da atualização dos parâmetros internacionais que regulamentam a participação em competições esportivas.

“Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais”, afirmou o presidente da entidade, Radamés Lattari.

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Ainda conforme o dirigente, a medida busca deixar os campeonatos brasileiros equiparados às competições internacionais.

Regra vale para competições nacionais

A nova política de elegibilidade será aplicada a partir das competições da temporada 2026/27 da Superliga A e B. Também estão incluídas a Supercopa 2026, a Copa Brasil 2027, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e o CBVP Challenger 2027.

A regra também deverá ser aplicada às respectivas edições futuras dessas competições enquanto a política estiver vigente.

Uma das atletas que podem ser impactadas pela nova diretriz é Tiffany, mulher trans que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação da jogadora em uma partida contra o SESC RJ Flamengo, em Osasco.

Na ocasião, a CBV havia recorrido ao STF para pedir a suspensão de uma lei municipal de Osasco que proibia a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos realizados na cidade.

Ao analisar o caso, Cármen Lúcia entendeu que a norma municipal era incompatível com a Constituição e representava um retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

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