VÍDEO: Morador registra tamanduá-mirim caminhando pelo Centro de Pomerode durante a noite
Animal silvestre foi visto na Avenida 21 de Janeiro na noite de domingo (26); Zoo Pomerode orienta como agir ao encontrar a espécie
Foto: Reprodução
Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) foi registrado por um morador caminhando pela Avenida 21 de Janeiro, no Centro de Pomerode. O animal foi visto por volta das 22h30 de domingo (26) e surpreendeu quem passava pelo local.
De acordo com informações do Zoo Pomerode, trata-se de um animal da espécie tamanduá-mirim, também conhecida como tamanduá-de-colete, um mamífero nativo amplamente distribuído pelo Brasil e por outros países da América do Sul.
Como identificar um tamanduá-mirim
O tamanduá-mirim é facilmente reconhecido pela pelagem característica, que lembra um “colete” preto sobre um fundo que varia entre tons de amarelo e marrom. Esse padrão pode apresentar variações conforme a região onde o animal vive.
Entre as principais características da espécie estão:
- Comprimento de até 105 centímetros;
- Peso entre 4,6 kg (fêmeas) e 7 kg (machos), podendo chegar a 10 kg;
- Cauda preênsil com mais de 50 centímetros, utilizada para se agarrar aos galhos;
- Ausência de dentes;
- Língua que pode atingir 40 centímetros, coberta por saliva pegajosa para capturar formigas e cupins;
- Garras dianteiras longas e afiadas, utilizadas tanto para abrir cupinzeiros quanto para defesa;
- Visão limitada, compensada por olfato e audição bastante desenvolvidos.

Tamanduá-mirim (Foto: Reprodução / Imagem ilustrativa)
Hábitos da espécie
O tamanduá-mirim é um animal insetívoro, alimentando-se principalmente de formigas e cupins, além de consumir abelhas e mel.
Pode ser encontrado em praticamente todo o território brasileiro, além de países como Venezuela e Uruguai, ocupando ambientes como florestas, Mata Atlântica, Cerrado e até manguezais.
Apesar de ser um animal solitário, pode apresentar hábitos tanto diurnos quanto noturnos. Quando se sente ameaçado, assume uma postura característica: apoia-se sobre as patas traseiras e a cauda, ergue o corpo e abre os braços com as garras, numa tentativa de intimidar possíveis predadores.
A reprodução ocorre após cerca de 160 dias de gestação, sendo comum que a mãe carregue o filhote nas costas até que ele consiga viver de forma independente.
Importância para o meio ambiente
Além de despertar curiosidade, o tamanduá-mirim exerce um importante papel ecológico. A espécie contribui para o controle natural das populações de formigas e cupins, ajudando a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
O que fazer ao encontrar um tamanduá-mirim
O Zoo Pomerode orienta que, caso o animal esteja saudável e apenas atravessando a região, a população deve:
- Não tentar capturá-lo nem o alimentar;
- Manter distância e evitar encurralar o animal;
- Lembrar que animais silvestres não são animais de estimação. A captura é proibida por lei e também pode representar risco de transmissão de zoonoses;
- Permitir que o animal siga seu caminho naturalmente.
Já em situações em que o tamanduá estiver ferido, atropelado ou em situação de risco, a orientação é não tentar realizar o resgate por conta própria, já que as garras da espécie podem causar ferimentos graves. Nesses casos, o recomendado é acionar imediatamente o órgão ambiental responsável pelo atendimento de fauna silvestre.
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