Vídeo: Meteoro de tom esverdeado chama atenção ao cruzar os céu em cidades de SC
Entre as cidades que observaram o acontecimento estão Pomerode, Timbó, Indaial e outras localidades da região e também de outras partes do estado.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Na noite desta quarta-feira (23), moradores de diversos municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul relataram a passagem de um meteoro que riscou o céu e explodiu logo em seguida. O evento foi registrado por câmeras especializadas às 19h01, horário de Brasília, e pôde ser observado por cerca de dez segundos.
Nas redes sociais, diversos internautas compartilharam vídeos e relatos sobre o fenômeno, destacando o tom esverdeado do objeto que cruzou os céus. Entre as cidades que observaram o acontecimento estão Pomerode, Timbó, Indaial e outras localidades da região.
O brilho intenso e a cor diferenciada do meteoro têm explicação científica. Esses corpos celestes são formados por fragmentos de poeira espacial ou até mesmo objetos maiores que, ao entrarem na atmosfera da Terra em alta velocidade, enfrentam forte resistência do ar. Esse atrito gera calor intenso, fazendo com que o material se incendeie e produza uma luz brilhante — muitas vezes mais intensa do que o tamanho do objeto poderia sugerir.
A coloração do meteoro pode variar conforme a composição química do material que o forma. O tom verde, observado por diversos moradores, é resultado da presença de certos elementos metálicos.
Esse fenômeno lembra um experimento criado por Robert Bunsen, conhecido como “teste de chamas”, em que substâncias são expostas ao fogo para identificar quais metais estão presentes. Durante o teste, os elétrons dos elementos reagem à energia, mudam de nível e, ao retornarem ao estado original, liberam luz em comprimentos de onda específicos — cada qual com uma cor própria.
No caso do meteoro, mesmo que sua composição não seja pura, a predominância de um elemento — como o níquel ou o cobre — pode causar a emissão de uma cor predominante, como a esverdeada, visível a olho nu durante sua queima.
Apesar de causar surpresa, fenômenos como esse são comuns e monitorados por redes de observação astronômica em todo o mundo.
Vídeo: Jocimar Justino/@meteorosmontecastelosc/instagram