Esporte

VÍDEO: conheça Anélio, Josiane e Tatiane, pai e filhas que encontraram na corrida sua paixão

Pai e filhas compartilham o amor pelo esporte e mostram que correr é muito mais do que cruzar a linha de chegada

30 de outubro de 2025

A corrida uniu ainda mais as filhas, Tatiane (à esquerda), Josiane (à direita), e o pai, Anélio. (Foto: Isadora Brehmer/ JP)

A corrida começou como um passatempo solitário durante a pandemia, mas rapidamente se transformou em algo muito maior para a família Doege. O que antes era apenas uma busca por saúde e bem-estar, hoje é uma paixão que une gerações, fortalece vínculos e inspira quem acompanha de perto a trajetória de Josiane Doege Klowasky, Tatiane Doege e do pai, Anélio Doege, de 68 anos. Juntos, eles integram um grupo de corrida da Academia Olympia, orientado pelo instrutor Rodrigo Dias.

“Comecei a correr na pandemia, porque não podia fazer outro esporte. A ideia era cuidar da saúde e emagrecer. Além disso, a corrida me ajudou a controlar a ansiedade e a não sofrer com ela”, lembra Josiane.

A iniciativa logo contagiou a família. o grupo de corrida nasceu do incentivo da Josi, do marido dela e sua amiga Márcia, que insistiram pela criação do grupo, ao qual, mais um casal, Rose e Ademir, se juntaram e fundaram o grupo. No início eram apenas os cinco e o professor Juninho, mas hoje o grupo reúne dezenas de corredores que se tornaram uma grande família.

Entre os novos adeptos estava o pai, Anélio, no entanto, convencê-lo não foi tarefa fácil. “Ele dizia que já estava fora da idade, que corrida era coisa de jovem. Mas eu insisti, porque via o quanto o esporte me fazia bem”, conta Josiane.

Quando finalmente topou o desafio, Anélio surpreendeu a todos. Hoje, é um dos mais entusiasmados do grupo, tanto que as filhas brincam dizendo que precisam “mandar frear” o pai. “Parece uma criança. Está sempre empolgado, querendo mais”, comenta Tatiane.

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Além das corridas, o momento em família virou ritual. Toda prova é motivo de comemoração e ninguém participa sozinho. “A gente só vai se todos podemos ir juntos. Sempre nos inscrevemos em grupo. Brincamos que corremos para comer depois”, ri Josiane. “Tem café, churrasco, confraternização. É uma delícia.”

Nos treinos, cada um segue o próprio ritmo e metas, respeitando os limites individuais. Ainda assim, o incentivo é coletivo. “Sozinho é difícil, por isso um motiva o outro. E foi nesse espírito que vieram momentos inesquecíveis, como quando a Josi completou uma meia maratona e recebeu a medalha das mãos do pai” conta Tatiane.

Mais do que saúde física, o esporte trouxe benefícios profundos para todos. Josiane reduziu crises de ansiedade, Tatiane encontrou motivação e equilíbrio, e Anélio viu sua saúde se fortalecer, inclusive no tratamento da leucemia. “Eu estava previsto para fazer mais uma quimioterapia em agosto deste ano, mas não foi necessário. Até agora, estou bem”, comemora.

Foto: Isadora Brehmer / JP

 

Para eles, correr é muito mais do que atividade física. É um modo de viver e de estar juntos. “A corrida uniu nossa família. Agora o assunto dos finais de semana é sempre o mesmo: a próxima prova. É orgulho, emoção e gratidão. Ver cada um chegar, completar, superar o que achava impossível, isso não tem preço”, garantem.

Família Doege com o instrutor Rodrigo Dias. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

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