VÍDEO: bezerra com duas cabeças nasce em propriedade rural de SC
Caso raro surpreendeu agricultores e será estudado por especialistas
Foto: Reprodução
Na madrugada de quinta-feira, 25 de setembro, nasceu uma bezerra com duas cabeças em uma propriedade rural da região. As informações são do Portal Peperi.
O dono da fazenda, o agricultor Vitorino Caglione, de 80 anos, relatou à reportagem o espanto ao encontrar o animal.
“Eu vou lá todo dia ver os bezerros. Já nasceram 11 esses dias. Quando cheguei, vi que a vaca tinha parido, mas não tinha se limpado. Fui atrás do terneira e achei ele longe, uns 100 metros. Virava ele pra um lado, ele me olhava. Virava pro outro, me olhava de novo. Pensei: ‘Ué, não tá certo isso’. Aí vi que tinha duas cabeças”, contou.
A bezerra nasceu viva, mas apresentava sinais de fraqueza e foi alimentada com a ajuda de uma garrafa. “A gente deu leite com um litro, mas ela tava meia fraca. Chupava com uma cabeça e com a outra se lambia com a língua”, relatou o agricultor.
Segundo Vitorino, essa foi a primeira vez que um animal com essa condição nasceu na propriedade. A terneira deve ser encaminhada ainda hoje para São Miguel do Oeste, onde será avaliada por veterinários da Unoesc. “Um amigo meu veio buscar pra estudar o caso”, disse.
O biólogo Jack Preuss explicou, em entrevista à Rádio Peperi, que a condição é chamada de diprosopia, ou duplicação da face.
“É um caso bem raro, não só para a nossa região, mas a nível mundial. Poucos indivíduos nascem com esse tipo de alteração. Isso ocorre ainda no desenvolvimento embrionário, provavelmente por uma deficiência em proteínas responsáveis pela formação da face”, destacou.
Preuss lembrou que já há registros semelhantes em outras espécies, como gatos. Alguns chegam a viver por muitos anos, mas cada situação é única. “Esse tipo de alteração pode dificultar a alimentação e a locomoção, como já estamos observando aqui. O animal será submetido a exames de imagem para verificar a estruturação nervosa e muscular”, completou.
Para a comunidade acadêmica, o caso pode trazer contribuições importantes. “Tudo aquilo que a gente trabalha na teoria, como exemplos de má-formações congênitas, agora poderá ser estudado na prática. Será uma oportunidade para compreender melhor a estrutura anatômica do animal”, concluiu o biólogo.