Uma vida dedicada a ajudar os outros
Muito atuante no Formigueiro Esporte Clube, Evaldo Wandalen vai deixar saudades.
Ele será lembrado, para sempre, pelas suas qualidades como marceneiro e como churrasqueiro. E, com certeza, quem frequentou alguma celebração realizada no Formigueiro Esporte Clube, em Testo Rega, experimentou uma deliciosa carne preparada por Evaldo Wandalen. E essa disposição em poder ajudar os outros, é que vai ficar marcada na memória de todos.
Wandalen veio a óbito no último dia 12 de agosto, no Hospital Santa Cruz, em Canoinhas, por falência de múltiplos órgãos e infecção bacteriana no pulmão. “Ele representava muito para nós, aqui do Formigueiro, pois era uma pessoa de confiança. Muitas vezes, eu nem precisava pedir, que ele já vinha aqui, abria tudo e começava a preparar a carne, junto com o Ico, seu irmão. Até mesmo quando eu reunia o pessoal para um petisco, eram eles que preparavam tudo. Nunca ouvi um ‘não’ da boca dele, era só ligar que ele vinha, com a sua bicicleta e o garfo enrolado em uma toalhinha. Mesmo quando tinha algum outro compromisso, ele dava um jeito de se adaptar”, relata o presidente do clube, Marcos Wolfart, o popular Nego.

Wilson, Nego e Ico, no local onde Evaldo mais se sentia bem no Formigueiro Esporte Clube | Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode
Natural de Pomerode, Evaldo foi o segundo filho, entre uma família de 10 irmãos, por isso, sempre foi um “paizão” para todos. Desde os 14 anos, atuava como marceneiro, sempre sendo elogiado pelos seus trabalhos. Mas foi no Formigueiro que marcou a sua passagem, local que frequentava há mais de 20 anos. “Não lembro como começou, só sei que tínhamos uma excelente sintonia, apesar dele ser um pouco inseguro, pois gostava de ver a carne sempre bem assada. E isso o incomodava às vezes, aí eu entrava para tranquilizá-lo. Comigo do lado, ele se sentia mais seguro. Algumas pessoas nos ajudavam, mas o principal era a gente que fazia”, comenta o irmão Waldir Wandalen, o popular Ico.
A questão familiar sempre foi muito presente na vida de Evaldo. “Quando nossos pais faleceram, eu continuei morando na casa deles e o Evaldo me visitava aos sábados pela manhã, depois que voltei de Ibirama. Sempre estava disposto a ajudar, mesmo quando estava trabalhando na marcenaria. Outra característica marcante era a conversa, tanto que se dava bem com todos, desde criança. Eu cheguei a trabalhar com ele na marcenaria, por isso, está sendo muito difícil superar essa perda”, ressalta o outro irmão, Wilson Wandalen.
Foto: Roseli Gusmann
Ico também tem muita gratidão por Evaldo. “Eu trabalho no Restaurante Wunderwald, há mais de 10 anos, graças a ele, que me indicou aos proprietários. Foi um período meio complicado na minha vida e ele pôde me ajudar. Assim era ele, sempre disposto a ajudar os outros. Com certeza, vai fazer muita falta, para as suas duas famílias: a ‘oficial’ e a família Formigueiro”, finaliza.
Evaldo Wandalen faleceu aos 59 anos, deixando a esposa Terezinha, os filhos João Alexandre e Beatriz, um genro, uma nora e demais familiares e amigos. O velório ocorreu em 13 de agosto, na Capela da Paróquia São Ludgero, no Centro, e o sepultamento, no Cemitério Municipal.

Evaldo e a esposa Terezinha | Foto: Divulgação
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