Uma prata que vale “ouro”
Um nome pomerodense, bastante conhecido e frequentemente visto nos pódios dos Jogos Abertos, apesar de todas as dificuldades, manteve-se em um patamar bastante elevado. Trata-se da lançadora Lilian Meurer Seibert, que faturou a medalha de prata.
Um nome pomerodense, bastante conhecido e frequentemente visto nos pódios dos Jogos Abertos, apesar de todas as dificuldades, manteve-se em um patamar bastante elevado. Trata-se da lançadora Lilian Meurer Seibert, que nos Jogos Abertos de Caçador, faturou a medalha de prata, após nove anos de hegemonia na modalidade.
Competindo pela cidade de São Ludgero, a atleta não se sente decepcionada pelo resultado (47,39m). Muito pelo contrário, ressalta que ele foi o fruto de muito trabalho e da experiência adquirida ao longo dos anos. “Devido à minha rotina, atualmente, me restava só um dia de treinamentos. Mas isso não impediu que eu fosse competir os Jasc, mesmo sabendo que meu rendimento caiu. Todavia, o mais importante de tudo é a técnica que adquiri ao longo dos anos que treinei. Fiz o meu melhor e me surpreendi. Mesmo sem treinar, sei que posso lançar bem novamente”, ressalta a dona de 10 medalhas na competição, sendo nove de ouro. Além disso, ela mantém o recorde da modalidade, conquistado em 2013, com a marca de 52,39m.
Lilian esclarece o motivo de ter competido, esse ano, por São Ludgero, no sul do Estado. “Foi em virtude de ter me mudado para a cidade onde meus pais estão vivendo, que fica próximo. E, para mim, ficar mais perto da minha família e do meu filho, é muito importante, devido à correria de trabalhos e a vontade de competir. Eles entraram em contato, através do técnico, e a cidade me recebeu para que eu pudesse competir. Inclusive, essa foi a única medalha dos Jogos Abertos para o município”.
No entanto, algumas dificuldades se fizeram presentes neste processo, principalmente, a falta de treinamentos, no início de 2018. “O fato é que ‘acertei’ com São Ludgero somente no meio do ano, e isso prejudicou a minha rotina de treinos. Sabemos que, hoje em dia, um atleta de ponta – e amador – precisa receber alguma ajuda de custo, uma vez que representa uma empresa ou uma cidade. O atletismo não é um esporte caro, basta alguém ter olho clínico e visão de marketing para ter o retorno de mídia. E a falta de treino, com certeza, me impossibilitou de ter ganho o ouro e, possivelmente, ter batido o recorde que já pertence a mim”, enfatiza a atleta.
Só que o olhar de Lilian está voltado para o futuro. “Pretendo trabalhar e treinar novamente para futuras competições como os Jogos Abertos. Enquanto estiver entre as três melhores, seja onde for, estarei competindo e auxiliando as mais novas, pois sou a mais experiente na prova, atualmente. Fiquei feliz em saber que, ano que vem, os Jasc serão na minha região, onde nasci e cresci. É uma motivação a mais para encontrar um tempo para me dedicar e competir pelo ouro e na busca do meu recorde”, finaliza.