Esporte

Uma filosofia chamada Capoeira

Em mais uma matéria sobre as artes marciais, conheça o projeto pomerodense de capoeira, que une esporte e o lado
social

25 de novembro de 2015

Tiago Schofer, professor no projeto Capoeira escolar, é mais um dos nomes da luta em Pomerode. Unindo o esporte e um lado social, Tiago desenvolve um projeto em seis escolas de Pomerode. “A capoeira no município começou com o contramestre Wolverine, meu professor. Já faz 15 anos que ele mora aqui. Ele veio do estado do Paraná e trouxe a capoeira para cá. Há nove anos eu treino com ele e há quatro sou professor. Inicialmente ele tinha um projeto pequeno na Damenny. E, a partir de 2011, comecei a dar aula e ampliamos o nosso projeto. Há dois anos comecei um projeto social, chamado Capoeira escolar.

Fazemos apresentações em várias ocasiões. Temos um grupo bem ativo. Neste ano, temos o projeto em seis escolas, mas, no ano que vem, provavelmente teremos mais uma. Nosso projeto é financiado pelo FIA, CMDCA(Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Os alunos não pagam mensalidade, é um projeto gratuito. Temos todos os equipamentos, tatames e instrumentos”.

Sobre o projeto, Tiago comenta que o grupo conta com vários alunos, e que, lutam todos os dias para manter a equipe.

“Atualmente temos 150 alunos e mais o pessoal particular. Os adultos treinam comigo no centro cultural e nas escolas temos treinos todos os dias. Estamos correndo bastante, sou o único professor em Pomerode, é complicado, mas está muito bacana.

Temos planos para ano que vem, se algumas empresas quiserem nos ajudar, temos um projeto social muito grande. Os alunos que treinam capoeira ganham uniforme e toda a estrutura para praticar”.

Hoje, Tiago é primeiro estágio de professor, com a corda verde amarelo e azul. Neste domingo, 22 de novembro, ocorre um batizado de seus alunos. “Para iniciar é preciso apenas força de vontade. Como falei, dou aulas em todos os bairros. A pessoa que tem interesse, precisa apenas nos procurar. Trabalhamos com idade mínima de cinco anos. Temos alunos de 50, 45 anos, minha mãe também treina. Tem 46 anos e está na terceira graduação”, finaliza o professor.

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