Esporte

Uma é bom; duas, melhor ainda

Pode parecer redundante falar, novamente, de Atletismo aqui no Jornal de Pomerode. No entanto, a modalidade está tão em evidência que um dos nossos melhores atletas conseguiu mais um feito para a cidade mais alemã do Brasil: um bicampeonato brasileiro.

27 de setembro de 2017

Pode parecer redundante falar, novamente, de Atletismo aqui nas páginas do Jornal de Pomerode. No entanto, a modalidade está tão em evidência que um dos nossos melhores (e mais promissores) atletas conseguiu mais um feito para a cidade mais alemã do Brasil: um bicampeonato brasileiro.

O feito aconteceu durante os Jogos Escolares da Juventude, realizados entre os dias 13 e 21 de setembro, na cidade de Curitiba, no quais, cerca de quatro mil atletas/alunos de todos os estados do Brasil disputaram 13 modalidades. E entre eles estava Daniel Augusto Raduenz, de 14 anos, representando a E.B.M. Almirante Barroso, que foi campeão em duas modalidades: Lançamento de Dardo, com direito a recorde brasileiro escolar (55,81m) e Arremesso Peso, onde fez 15,16m.
 
JP Esporte – O que representam estes resultados na sua carreira?
Daniel Raduenz – Para mim, representa uma grande luta, um grande sofrimento e dificuldades que passo, diariamente, nos meus treinos.

JPE – Como será levar o nome de nossa cidade, estado e país, ao Sul Americano do Chile, em outubro?
DR – Será uma honra, pois é onde nasci e onde estou desde pequeno.                        

JPE – A responsabilidade aumenta a partir de agora, principalmente, com relação aos treinamentos e competições?
DR – Muito, pois não são competições fáceis. Já fui considerado, pela segunda vez, o melhor do Brasil. Ano passado, quando passei, me dediquei muito, mas, infelizmente, o Brasil não pôde ir à competição continental. Mesmo assim, continuei me dedicando mais, para chegar no Sul Americano com bons resultados.

JPE – O que te motiva a ir, diariamente, para a pista e treinar?
DR – Primeiramente, meu treinador. Ele é o cara que mais me apoia e me motiva. A minha namorada também me incentiva a continuar, principalmente, buscando o meu sonho, de ser atleta profissional. Isso me motiva muito, querer ser reconhecido no mundo todo.                        

JPE – Como foi, para você, o momento em que conseguiu conquistar as duas medalhas?
DR – Como a primeira foi em uma prova onde não era meu forte, eu fiquei extremamente feliz, chorei de felicidade. E, com isso, eu foquei mais ainda para o Dardo, que é meu forte. Quando eu ganhei, fiquei sem reação, afinal, ganhar duas medalhas em um Brasileiro, com uma prova que você não tem muito entendimento e quebrando cinco vezes o recorde da sua prova, é muita felicidade.                        

JPE – Entre Arremesso de Peso e Lançamento de Dardo, qual você prefere?
DR – É difícil escolher, são duas provas onde eu me dou bem. Faz cinco anos que treino Dardo, e no Peso, comecei esse ano, mas consegui captar os movimentos mais rápido. No entanto, ver aquele dardo voando, elimina todos os meus problemas. Quando eu o lanço, mando tudo de ruim com ele. Então, se fosse para escolher, ficaria eternamente no Dardo.

JPE – Como você avalia este momento que o Atletismo pomerodense está atravessando?
DR – Muito bom, pois é uma cidade pequena e poucas pessoas se interessam pelo Atletismo. E aqueles que se interessam, realmente valorizam e honram a cidade que representam.                        

JPE – Você pretende continuar dentro do esporte, no futuro?
DR – Sim, afinal, o esporte mudou minha vida, me trouxe uma outra família, dentro e fora de Pomerode. O Atletismo é minha segunda casa e lá eu quero morar pra sempre, pois me sinto confortável. Eu apenas foco nos meus adversários e tento ser melhor que eles.

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