Esporte

Um título muito emblemático

Morador de Pomerode participa de competição no Norte do Brasil, após período de inatividade, e volta como campeão. Borralho conta que, logo na estreia, o seu time foi derrotado pelo placar de 21 a 20, e que, partir daí, montou uma estratégia que fez melhorar o seu desempenho.

17 de março de 2019

Ele é natural de São Luis (MA), mora em Pomerode há sete anos e pratica uma modalidade não muito difundida em nosso país. Estamos falando de Marlon Borralho, que, mesmo depois de anunciar a sua aposentadoria das quadras, em 2015, participou e venceu a Copa Santana de Handebol Adulto Masculino, representando a equipe Shalom, de Santana (AP). A competição foi realizada no período de 01 a 04 de março, no município distante cerca de 17 quilômetros da capital, Macapá.

“Fui indicado para a comissão técnica e dirigentes da equipe, por atletas que, anos atrás, foram meus companheiros de quadra. Morei quase quatro anos no Amapá, estado que representei em competições de nível nacional, entre eles, o Brasileiro Universitário, em 2011, do qual fui vice-campeão”, destaca.

A Copa Santana de Handebol contou com equipes do Pará, Macapá e até da Guiana Francesa, o que mostra a importância da conquista para o atleta. “No ano de 2015, anunciei minha aposentadoria. Tanto que, ao chegar na competição, fui alvo de algumas críticas, pelo fato de já ter parado de jogar e não estar treinando. Por isso, esse título teve um sabor muito especial e mostra que ainda tenho muita ‘lenha para queimar’”, analisa.

Borralho conta que, logo na estreia, o seu time foi derrotado pelo placar de 21 a 20, e que, partir daí, montou uma estratégia que fez melhorar o seu desempenho. “Como estou há muito tempo parado, o corpo já não tinha um tempo de reação muito rápido, então, coloquei a experiência em jogo. Comecei a jogar mais com a cabeça, fazendo movimentações estratégicas e deixando a correria apenas para os momentos que achava necessário. Assim, consegui render em todos os jogos”, ressalta, bastante satisfeito.

Depois dessa competição, o atleta diz que já surgiram convites para mais jogos, durante este ano. “No próximo mês, tem a Liga SC e fui convidado a participar pela equipe de Campos Novos. Para os Jogos Abertos, recebi o convite da equipe de Videira. E o Santana-AP já me fez outra proposta, para disputar um campeonato paraense e mais uma competição, no mês de novembro, na Guiana Francesa”, enfatiza, acrescentando que precisará conciliar todas essas disputas, com o projeto do Grifus Handball, em Pomerode.

“Em meio a todo esse calendário de jogos e à minha vida pessoal, quero estar ajudando a cidade a vivenciar o Handebol, que é apaixonante. Como essa modalidade ainda é pouco praticada por aqui, pretendo trazer toda minha experiência para colaborar com o crescimento do esporte. E como o projeto do Grifus Handball ainda é muito recente, percebi alguns pontos fracos, mas com a dedicação que as meninas têm de aprender, é questão de tempo para se chegar a um nível competitivo”.

O professor pretende levar a elas a percepção de uma partida, com posicionamentos, sistemas de jogos, transição, ocupação de espaço, dentre outras características que compõem uma partida de Handebol, que vai muito além do apenas arremessar uma bola e fazer o gol. “Que elas possam sempre ter a essência de uma equipe campeã, que é o companheirismos fora e, principalmente, dentro de quadra”, finaliza Borralho.

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