Um novo talento pomerodense no Salto em Altura
Ricardo Konell, mais conhecido como Cadinho, acumula resultados expressivos na modalidade, como um título brasileiro sub 23 e se consolida como uma promessa na modalidade.
Foto: Arquivo pessoal
Pomerode é um município que já se destaca no cenário esportivo estadual e nacional há alguns anos. No entanto, uma das modalidades que mais tem proporcionado alegrias à cidade é o Atletismo, que vem obtendo conquistas expressivas em diversas modalidades.
Exemplo disto é o atleta Ricardo Konell, que, no mês de maio, foi vice-campeão do Salto em Altura, no GP Brasil de Atletismo, disputado em Cuiabá (MS), resultado expressivo que, mais uma vez, o coloca como uma das promessas da modalidade, no Brasil.
Mas a caminhada de Cadinho, como é conhecido entre os colegas e até mesmo na cidade, já tem alguns anos. O atleta começou a praticar Atletismo há nove anos, em 2016, e, desde então, vem evoluindo e se destacando cada vez mais, sempre com foco nos treinamentos e dedicação ao objetivo de melhorar, sempre.
“Eu iniciei logo no Salto em Altura, pois foi a prova que mais me atraiu e que mais levei jeito para praticar. Já pratiquei também o Salto em Distância e cheguei a conquistar algumas medalhas, mas mais sucesso no Altura, então hoje estou seguindo só nesta modalidade”, afirma o atleta.
Para alcançar resultados expressivos, como vem se tornado rotina para Cadinho, a rotina de treinos é puxada, mas seguida à risca pelo atleta. São dois treinos por dia, um técnico, na pista de atletismo, e um treino de musculação, na academia. “Estou nessa rotina desde 2019, também sigo uma rotina de alimentação saudável e suplementação para poder ter um melhor rendimento nos treinos”, comenta.
Os motivos para a dedicação integral à rotina de treinamentos, combinada à disciplina alimentar tem diversas cores, como ouro prata e bronze, das diversas medalhas já conquistadas por Konell em sua carreira de atleta.
“Ano passado fui campeão brasileiro sub 23, e também bati o recorde dos Jogos Abertos. Junto com a segunda colocação no GP de Cuiabá, agora em maio, acho que são as minhas três maiores conquistas até o momento. Minha vida hoje é voltada ao Atletismo, ser atleta e abrir mão de várias coisas, festas, lazer, as vezes ficar longe de família e amigos, mas é o preço que temos que pagar para atingir os nossos objetivos”, ressalta.

Campeonato brasileiro sub 23, no ano passado. (Foto: Arquivo pessoal)
E para seguir firme em busca dos objetivos enquanto atleta, Cadinho conta com o apoio incondicional da família, que sempre dá o suporte, quando necessário. Além disso, há diversos exemplos dentro do esporte que servem de inspiração na busca por cada vez mais conquistas.
“Dentro da modalidade do Salto em Altura, meu maior ídolo é o Barshim, atleta do Qatar, que ainda está em atividade e tem como melhor marca 2m e 43cm”, conta.
Sonho olímpico
Como boa parte daqueles que se aventuram no esporte e se destacam nele, o grande sonho de Cadinho é disputar uma edição dos Jogos Olímpicos e, para isso, segundo o atleta, a chave é a dedicação diária aos treinamentos.
“Com certeza ir para as Olimpíadas é o meu maior sonho no esporte. Todo atleta sonha em um dia chegar no maior evento do mundo, pra isso temos que nos doar 100% ao esporte e não nos desviarmos do objetivo”, frisa.
Enquanto este momento não chega, o atleta pomerodense segue acumulando bons resultados e lembranças dos momentos vividos graças ao esporte, até então.
“As viagens são o que mais tenho de especial. A primeira vez que sai do estado de Santa Catarina foi graças ao Atletismo. Já conheci lugares incríveis como Natal, Rio de Janeiro, Cuiabá, e vários outras cidades do Brasil”, conta.
Por fim, o atleta enaltece a importância de cada vez mais pessoas, entidades e empresas valorizarem o esporte em Pomerode, especialmente o Atletismo.
“Queria pedir que olhassem e valorizassem a nossa modalidade aqui dentro da cidade, temos vários outros talentos que podem chegar muito longe e serem até melhores que eu, até mesmo atletas com chance de chegar em uma Olimpíadas. Infelizmente, não temos muitos patrocinadores e nem a melhor das estruturas, como gostaríamos de ter, o que, às vezes, nos impossibilita de fazer um dos melhores treinos aqui na pista, tendo que ir muitas vezes para outras cidades treinar, pela qualidade da pista ou falta de algum material”, finaliza.
