Esporte

Um fim de semana verde e branco

Títulos da Chapecoense, na Série B, e do Palmeiras, na Libertadores, movimentam os torcedores das duas equipes, em nossa cidade.

6 de fevereiro de 2021

Duas torcidas alviverdes tiveram todos os motivos para comemorar importantes títulos para a sua galeria, no último fim de semana. E, nos dois casos, com fortes emoções, até os últimos instantes das partidas.

Na sexta-feira, 29 de janeiro, a Chapecoense lutava para garantir o inédito título da Série B, diante do Confiança, na Arena Condá. No entanto, estava “de olho” no confronto entre América-MG e Avaí, pois dependia de uma combinação de resultados, para ficar com a taça.

Com o resultado em Minas Gerais definido – 2 a 1 para o time da casa -, a Chape, que também vencia pelo mesmo placar, necessitava de um gol para que pudesse ser campeã. E ele veio com o pênalti convertido por Anselmo Ramon, aos 51 minutos do segundo tempo, de “cavadinha”. Bola na rede e festa em Chapecó.

E não foi somente no Oeste catarinense. Aqui em Pomerode, também teve torcedor que comemorou o título da Série B. É o caso do gerente da Funpeel, Rildo Bezerra, que fez parte do elenco entre os anos de 2002 e 2004 e conhece bem a grandeza do clube. “Para mim, o retorno à Série A é muito importante, pela história que o clube vem escrevendo, principalmente, durante os últimos anos. Fiquei muito contente, afinal, pude presenciar a seriedade na condução dos trabalhos”.

 

Rildo disputa jogos do time máster da Chapecoense  |  Foto: Divulgação


 

O ex-zagueiro alviverde enfatiza que os últimos tempos foram difíceis, sobretudo, após o acidente, o que fez com que a Chapecoense ficasse muito endividada. “Até vi um relato de que a pretensão do time, para 2020, era apenas permanecer na Série B, para que, em 2021, buscasse o acesso. Só que o ponto principal para a conquista do título foi a organização das estruturas e a contratação de atletas, com ‘pé no chão’. E com o elenco bem enxuto, o trabalho do Umberto Louzer deu muito certo, o que culminou com os títulos estadual e brasileiro”.

Por tudo o que vivenciou dentro do clube e pela amizade que mantém com alguns integrantes, Bezerra se considera um torcedor da Chapecoense. “Eu vejo que muitas pessoas, que são de outros times, também torcem pela Chapecoense, por isso, acredito que o ano de 2021 será muito especial para a equipe. Lógico, será preciso melhorar o elenco, pois se trata de uma Série A. O segredo é manter a mesma seriedade e contratar atletas não tão badalados, para formar uma boa equipe, assim como foi nesta temporada”, finaliza.

 

A glória eterna

Se a sexta-feira foi da Chapecoense, o sábado dia 30 de janeiro, foi reservado para a decisão do mais importante campeonato da América do Sul: a Copa Libertadores. E o idioma predominante da final foi o português, afinal, além de reunir Palmeiras e Santos, o palco foi o lendário Estádio do Maracanã, no Rio do Janeiro.

Apesar de o jogo não ter sido dos mais técnicos, quem extravasou em alegria foi a torcida alviverde. Graças ao gol de Breno Lopes, já nos acréscimos, o Palmeiras pôde levantar o seu segundo caneco intercontinental.

Um destes torcedores fanáticos chegou a perder a voz, em virtude da comemoração deste momento único. O supervisor de logística e frota, Cleison Krumm, relata que torce para o seu time do coração desde 1993 e que esta foi uma das maiores emoções que sentiu, dentro do futebol. “Estava confiante, sim, mas com aquele ‘frio na barriga’. Achei que o jogo iria para a prorrogação, mas quando saiu o gol do Breno Lopes, ufa (risos). Eu corri até à rua gritando, voltei, corri de novo. Não lembro ao certo, só sei que foi muito emocionante, estou roco até agora”, frisa.

 

Krumm e seu filho Arthur Paulo, de cinco anos: paixão passada de geração em geração  |  Foto: Divulgação


 

Krumm conta que sua paixão pelo Verdão começou aos 11 anos. “Até aquele momento, nunca tinha assistido um jogo de futebol. Eu estava em uma festa, com meus pais, e naquele dia, Palmeiras e Vitória estavam decidindo o Brasileirão daquele ano. Na sala, estava um homem sozinho assistindo, foi quando parei de brincar com as outras crianças e passei a acompanhar o jogo. Assim que o Palmeiras ficou campeão, naquele dia, ele já me deu uma camisa e, a partir dali virei palmeirense.

Para ele, a conquista da Libertadores foi o auge de um trabalho realizado há algumas temporadas. “Acredito que possamos desempenhar um bom papel no Mundial. Como é um torneio curto, com apenas dois jogos, o que pode contar é o momento. E como o momento do Palmeiras está bastante favorável, dá para buscar este título. Além disso, temos outra final pela frente e espero que o time corresponda a toda essa expectativa”, conclui.

 

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