Turismo

Turismo internacional teve queda de 34% em 2022

Em 2021, 456 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais.

28 de setembro de 2023

Foto: Divulgação

Um relatório da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas abordou a situação turística mundial nos últimos anos, mostrando que, em 2022, houve uma queda de 34% no número de turistas internacionais no mundo em relação aos níveis pré-pandêmicos. No ano passado, a quantidade de turistas internacionais no globo foi de 963 milhões – 34% inferior a 2019, um ano antes da pandemia, em que foram registrados 1,5 bilhão de turistas internacionais.

Durante o período de isolamento, os números foram bastante reduzidos. Em 2020, por exemplo, o primeiro ano da pandemia, apenas 407 milhões de turistas foram registrados, uma queda de 72% em relação ao ano anterior. Em 2021, 456 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais.

Assim, houve um aumento significativo entre 2021 e 2022 devido a uma maior flexibilização das restrições de viagem e pela “forte procura reprimida”, conforme o relatório – contudo, o número ainda representa uma redução considerável em relação aos níveis pré-pandêmicos.

Quanto às regiões globais, em 2022, o local que demonstrou a melhor recuperação a nível mundial foi o Oriente Médio, que ficou apenas 10% abaixo dos níveis de 2019. Em seguida, a Europa, que ficou com 20% do turismo internacional menor do que os níveis da época pré-pandêmica, e as Américas, com menos 29% em relação a 2019.

Turismo no Brasil

No Brasil, o setor do turismo é um grande movimentador da economia, e parlamentares vêm buscando maneiras de fomentar esse mercado para aumentar a arrecadação estatal e geração de empregos. Uma das medidas para movimentar o turismo nacional e internacional que vem sendo amplamente discutida é a implementação dos cassinos integrados a resorts.

Por enquanto, brasileiros podem acessar apenas as plataformas online com sede no exterior que oferecem caça níqueis que pagam dinheiro real, ou seja, máquinas de slots que dão dinheiro de verdade para os sortudos. Essas operadoras avaliadas pelos especialistas do Cassinos.info têm sede no exterior, mas atendem os usuários brasileiros oferecendo centenas de jogos de modalidades diferentes, inclusive inúmeros tipos de caça-níqueis.

Porém, os sites de jogatina, mesmo proporcionando entretenimento, não fomentam o turismo local e nem geram empregos para brasileiros, de forma que o ministério do Turismo também está lutando pela regulamentação dos cassinos físicos com alguns parlamentares favoráveis.

Em agosto, o ministro do Turismo, Celso Sabino, participou de um encontro promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo para discutir a regulamentação dos jogos, bingos e cassinos no Brasil. Naquele momento, de acordo com a Veja, Sabino já havia conversado com 81 congressistas em seu gabinete sobre o assunto.

O tema dos cassinos físicos para incentivar o turismo não é novo, com diversos locais ao redor do mundo tendo as casas de jogo como as suas principais fontes de recursos para o Estado. Um exemplo conhecido é Las Vegas, nos Estados Unidos, e outro é a ex-colônia portuguesa na Ásia, Macau, que liberou a instalação de cassinos estrangeiros em 2005 e, desde então, teve o seu ‘boom’ turístico e econômico. Só em agosto de 2023, a receita bruta do jogo de Macau chegou a 550 milhões de dólares, um aumento de 234% em relação ao mesmo mês no ano anterior.

Outro avanço na indústria da jogatina no Brasil foi visto mais recentemente, em setembro, quando o relator do projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas online, o deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), incluiu no texto a regulamentação dos cassinos (nesse caso, os cassinos online), contemplando o ministério do Turismo, a Embratur e o Ministério dos Esportes na divisão dos recursos da arrecadação das plataformas de jogos. Em seu texto, o parlamentar prevê a regularização e taxação de todos os jogos pela internet, mantendo a cobrança de R$ 30 milhões a título de outorga para um prazo de cinco anos para as plataformas que queiram atuar no Brasil.

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