Polícia

Suspeitos que aplicaram golpe milionário com falsa fintech são presos durante operação em Schroeder

Operação da Delegacia de Schroeder resultou em duas prisões e no bloqueio de bens e contas bancárias de suspeitos que aplicavam golpes com falsas promessas de investimento em fintech

13 de novembro de 2025

Foto: PCSC/Divulgação/Imagem Ilustrativa

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da equipe de investigação da Delegacia de Schroeder, deflagrou na manhã desta terça-feira, 11 de novembro, uma operação contra um esquema milionário de estelionato que, segundo as investigações, movimentou cerca de R$ 34 milhões no Norte do Estado.

A ação, coordenada pelo Delegado Evandro Luís Oliveira de Abreu, resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.

De acordo com a investigação, os envolvidos convenciam as vítimas a repassar dinheiro sob a alegação de que possuíam um contrato com uma fintech com aproximadamente R$ 4 milhões bloqueados. Os golpistas afirmavam que o dinheiro seria utilizado para o desbloqueio dos valores, cobrando supostas taxas, como IOF, tarifas bancárias e encargos falsos.

Conforme apurado, apenas na cidade de Schroeder, o prejuízo estimado das vítimas chega a R$ 7 milhões. O levantamento da Polícia Civil revelou ainda que o dinheiro captado não era destinado à fintech, mas sim desviado para apostas online.

A operação foi resultado de um trabalho investigativo complexo, que envolveu representações judiciais, quebra de sigilo bancário, e o bloqueio de bens, contas bancárias e contas de apostas vinculadas aos investigados. A Justiça também autorizou o bloqueio específico de valores movimentados em plataformas de apostas.

A ação contou com o apoio da Delegacia de Polícia da Comarca de Malé, em Paulo Frontin (PR), e da Delegacia de Irineópolis, demonstrando a integração entre unidades policiais na elucidação do crime.

“Esta operação é uma resposta firme contra crimes financeiros que abalam a confiança da população e causam prejuízos devastadores”, destaca o Delegado Evandro Luís Oliveira de Abreu. “Conseguimos não apenas identificar os autores, mas também provar o destino do dinheiro, que era usado para financiar apostas. As medidas de bloqueio de bens são essenciais para tentarmos garantir um futuro ressarcimento às vítimas.”

Os dois suspeitos foram presos e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. Eles responderão pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.

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