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Sexta-feira 13: entenda o real significado de crenças populares sobre azar

Muitas dessas crenças moldaram nosso entendimento sobre o azar

13 de setembro de 2024

Foto: Envato Elements/Imagem Ilustrativa

Superstições sobre azar são tão antigas quanto variadas, e muitas delas continuam a influenciar nossos hábitos e decisões. Uma das mais conhecidas é a aversão ao número 13, amplamente considerado um sinal de má sorte em muitas culturas ocidentais. Mas o medo do azar não para por aí.

Desde a crença em quebras de espelhos até o mito do gato preto, essas superstições têm raízes profundas em tradições culturais e religiosas.

Nesta matéria, você vai entender o real significado por trás dessas crenças e como elas moldaram nosso entendimento sobre o azar. Confira:

O número 13

O número 13 é amplamente considerado azarado em muitas culturas ocidentais. Essa superstição pode ser rastreada até a Bíblia, onde Judas Iscariotes, o traidor de Jesus, era o 13º convidado na Última Ceia. Além disso, o número 13 quebra a sequência dos números considerados “perfeitos” (como 12 meses em um ano ou 12 signos do zodíaco).

Muitos edifícios evitam usar o número 13 em andares e apartamentos, pulando diretamente do 12º para o 14º.

Quebrar um espelho

Quebrar um espelho é associado a sete anos de má sorte. Isso se deve à crença de que os espelhos não apenas refletem nossa aparência, mas também nossa alma e destino.

A superstição pode ter raízes antigas nas crenças de que espelhos eram capazes de capturar e armazenar a essência da pessoa. A ideia de sete anos de má sorte vem da crença de que é o tempo necessário para “recuperar” o dano causado.

Passar debaixo de uma escada

Passar debaixo de uma escada é visto como um sinal de azar. Isso é baseado na forma triangular formada pela escada encostada na parede, que é associada ao símbolo da Santíssima Trindade em algumas tradições religiosas.

A forma triangular da escada era vista como uma quebra da proteção divina, trazendo má sorte para quem passasse por baixo dela.

Gato preto

Em muitas culturas ocidentais, um gato preto é considerado um sinal de má sorte, especialmente se ele cruzar seu caminho. Essa superstição remonta à Idade Média, quando os gatos pretos eram associados a bruxarias e ao sobrenatural.

A crença pode ter origens em períodos históricos em que qualquer coisa não compreendida ou considerada incomum era associada a práticas malignas.

Abrir um guarda-chuva dentro de casa

Abrir um guarda-chuva dentro de casa é visto como uma forma de atrair má sorte. Essa crença pode ter origens em práticas antigas e na ideia de que abrir um guarda-chuva em um espaço fechado é uma violação da ordem e do equilíbrio.

A superstição pode estar ligada à tradição vitoriana, quando guarda-chuvas eram muito caros e eram considerados como objetos que traziam proteção tanto da chuva quanto de energias negativas.

Espalhar sal

Derramar sal é considerado um sinal de má sorte, mas o ato de jogar uma pitada de sal sobre o ombro direito após o derramamento é visto como uma maneira de evitar a má sorte.

O sal tem sido historicamente um símbolo de pureza e proteção, e o ato de espalhar sal pode ter origens em rituais antigos que buscavam afastar espíritos malignos.

Número 666

O número 666 é frequentemente associado ao “número da besta” e, portanto, é considerado azarado e ligado a conotações malignas. Essa crença é derivada do Livro do Apocalipse na Bíblia.

No cristianismo, 666 é mencionado como o número associado ao Anticristo, levando a associações com eventos nefastos e má sorte.

Passar saliva sobre uma ferida

Algumas pessoas acreditam que passar saliva sobre uma ferida é um sinal de azar, associando a prática a crenças supersticiosas sobre a contaminação e a má sorte.

Essa crença pode ter origens em práticas culturais e tradições antigas onde certos fluidos corporais eram considerados impuros ou perigosos.

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