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Saiba qual anomalia magnética cresce sobre o Brasil e preocupa a NASA

Anomalia é monitorada devido aos potenciais efeitos em satélites e sinais de comunicação

28 de maio de 2024

Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) dos EUA, em parceria com o Centro Geográfico de Defesa (DGC) do Reino Unido, divulgou um relatório revelando que a Anomalia do Atlântico Sul (AAS), uma região no qual o campo magnético da Terra é mais fraco, está crescendo.

Esta Anomalia cobre uma região do Brasil e do sul do Oceano Atlântico, sendo monitorada pela NASA, devido aos potenciais efeitos em satélites e sinais de comunicação.

O campo magnético da Terra serve como uma barreira protetora contra partículas carregadas do Sol, que se movimentam com a radiação cósmica e os ventos solares.

Porém, sobre essas áreas em específico, as barreiras são enfraquecidas, deixando com que as partículas se aproximem mais da superfície do que se considera o normal. Segundo informações divulgadas, isso pode acabar causando problemas para satélites que passam por estas regiões.

Segundo o relatório, a intensidade do campo magnético na área da Anomalia do Atlântico Sul é cerca de um terço da média global. A causa exata desta anomalia ainda não é conhecida, mas pesquisadores observaram que ela está se expandindo e se aprofundando para o oeste.

Estima-se que entre 2020 e 2024 a área da AAS tenham aumentado aproximadamente 7%.

Foto: Reprodução / Earth, Planets and Space   

A Anomalia do Atlântico Sul (AAS) é monitorada de perto pela NASA e outras entidades espaciais, devido à sua alta concentração de radiação, capaz de prejudicar os sistemas dos satélites, interferir na transmissão de dados e causar interferências na comunicação por rádio.

Agências de pesquisa em geofísica, geomagnetismo e heliofísica, monitoram e modelam essa anomalia para antecipar mudanças futuras e preparar-se para desafios que possam surgir para os satélites e a segurança humana no espaço.

Além dos riscos diretos para os satélites, a AAS é uma área de interesse para a NASA como um indicador das mudanças nos campos magnéticos da Terra e seus impactos na atmosfera. A agência observa uma divisão em duas partes da AAS, o que torna as missões de satélite que a atravessam ainda mais complexas.

No Brasil, observatórios magnéticos monitoram de perto a AAS. Em março de 2021, o país lançou o nanossatélite NanosatC-BR2, em colaboração com a Roscosmos, a agência espacial russa, com o objetivo específico de coletar dados sobre a intensidade e extensão da anomalia, fornecendo informações cruciais para cientistas e engenheiros.

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