Polícia

Roubo ao vivo contra TikToker em Blumenau é esclarecido: Polícia Civil identifica sete envolvidos

Crime transmitido ao vivo nas redes sociais não foi encenação. Investigação aponta erro de alvo e cumpre mandados em SC

15 de abril de 2026

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos de Blumenau, concluiu a investigação sobre o roubo ocorrido no dia 24 de novembro de 2025, no bairro Fortaleza, em Blumenau.

O crime aconteceu por volta das 12h20, na Rua 25 de Agosto, quando três indivíduos invadiram um imóvel, renderam os moradores com o uso de arma de fogo e roubaram telefones celulares e um veículo Audi A3. O automóvel foi recuperado pouco tempo depois.

O caso ganhou grande repercussão na época, especialmente nas redes sociais, pois a vítima — um criador de conteúdo no TikTok — realizava uma transmissão ao vivo no momento da ação criminosa.

Investigação identificou sete envolvidos

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou sete pessoas envolvidas no crime. Além dos três autores que entraram na residência, foram apontados os responsáveis por planejar a ação, recrutar os executores, realizar o transporte e a fuga, financiar o crime e prestar apoio após o roubo.

Segundo a investigação, a maioria dos envolvidos veio do litoral catarinense exclusivamente para cometer o crime em Blumenau. Todos possuem antecedentes criminais. À época dos fatos, dois suspeitos estavam foragidos e um utilizava o benefício da saída temporária. Um adolescente também participou da ação.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

Mandados cumpridos e suspeito foragido

Nesta semana, após representação da autoridade policial, foram cumpridos mandados contra dois executores — sendo um deles adolescente — e contra o responsável por arquitetar o crime e recrutar os envolvidos.

As prisões ocorreram em Itajaí, enquanto o mandado de internação do menor foi cumprido em Timbó Grande. Um dos executores segue foragido, após não retornar da saída temporária.

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Já os demais investigados, que tiveram participação indireta — como transporte, financiamento e apoio logístico — foram formalmente indiciados, mas permanecem em liberdade. O pedido de prisão foi negado pela Justiça, que considerou as medidas inadequadas e desproporcionais.

Crime não foi encenação

A Polícia Civil também esclareceu um dos principais questionamentos levantados à época: o crime não foi simulado pela vítima para gerar engajamento nas redes sociais.

As investigações comprovaram que os criminosos erraram o alvo. O plano original era roubar o proprietário das quitinetes vizinhas, e não o inquilino — o TikToker que acabou sendo vítima da ação.

O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público, que dará sequência às providências legais cabíveis.

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