Rochas no subsolo desafiam obras da rede de esgoto em Pomerode; entenda como funciona o trabalho nestes casos
Durante as escavações para implantação da rede coletora, equipes da Pomerwasser Ambiental encontraram formações rochosas que exigem técnicas e equipamentos especiais para garantir o avanço dos trabalhos.
Foto: Divulgação / Pomerwasser Ambiental
Nos últimos meses, a Pomerwasser Ambiental tem avançado com as obras de implantação da rede coletora de esgoto em Pomerode, em diversas ruas do município. No entanto, durante estes trabalhos, as equipes técnicas da empresa têm se deparado com um obstáculo importante: rochas encontradas sob o solo, que precisam ser retiradas para que o sistema de coleta seja implantado.
Segundo a engenheira e coordenadora de obras da Pomerwasser, Carolina Rodeiro, a empresa realizou um trabalho de sondagem em mais de 100 pontos de Pomerode, com o objetivo de prever os locais onde poderia haver rochas no trajeto que a rede coletora deve percorrer. No entanto, em alguns destes locais só foi possível ter ciência da existência das rochas no momento da escavação.
Um destes pontos é a Rua Carlos Butzke, no bairro Wunderwald, onde foram encontradas rochas sob o solo, que impediram o avanço da instalação da rede de esgoto com a escavação convencional.
“Neste caso, é necessário o uso de um equipamento chamado rompedor, para que as rochas sejam destruídas. Ao encontrar estas rochas – que podem ser de diversos tipos, mais ou menos duras – é necessário adaptar a tecnologia para fazer o rompimento destas rochas. Além da Rua Carlos Butzke, em outras seis ruas do município foram encontradas rochas durante as escavações”, afirma a engenheira.
- Foto: Reprodução / Jornal de Pomerode
- Foto: Reprodução / Jornal de Pomerode
Neste ponto, a equipe da Pomerwasser Ambiental usou um rompedor de cinco toneladas. Porém em outros locais foi necessária a utilização de máquinas maiores, a exemplo da Rua Carlos Dorn, onde foi preciso um rompedor de 12 toneladas, pois as rochas tinham um grau de dureza muito maior.
A Rua Agrolândia é outro local onde o desafio foi a ocorrência de rochas. “Neste ponto há o que chamamos de rocha sã, com alto grau de dureza. Na Rua Agrolândia, nem o rompedor maior – de 12 toneladas – conseguiu vencer as rochas, então será necessário usar outra técnica, da espuma expansiva. Por este motivo ainda não foi finalizado o trabalho neste ponto do município”, explica Carolina.
A coordenadora de obras reforça que as tipologias diferentes de rochas encontradas no solo de Pomerode têm representado um desafio para as obras da implantação da rede de esgoto no município, mas garantiu que a Pomerwasser Ambiental tem trabalhado em busca de adaptações nos trabalhos e soluções adequadas para cada tipo de rocha encontrada.
“Encontrar rochas durante as escavações tem trazido um desafio no andamento dos trabalhos, mas a equipe tem se empenhado em trazer adaptações para vencer estes obstáculos e continuar com a implantação da rede coletora de esgoto em Pomerode”, destaca a engenheira.

