Esporte

Rivalidade à flor da pele

No domingo, dia 28 de maio, todos os caminhos levam ao Estádio Hermann Weege, que será palco da decisão da Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino. Na oportunidade, os arquirrivais Floresta e Vera Cruz entrarão em campo, a partir das 15h15min.

28 de maio de 2017

No domingo, dia 28 de maio, todos os caminhos levam ao Estádio Hermann Weege, que será palco da decisão da Copa Pomerode de Futebol Adulto Masculino. Na oportunidade, os arquirrivais Floresta e Vera Cruz entrarão em campo, a partir das 15h15min, pelo jogo de ida da rodada decisiva.
Em reunião com os finalistas, realizada na sede da Liga Pomerodense de Desportos (LPD), foi definido que a arbitragem para as duas partidas seria “de fora”. Por isso, para o primeiro confronto, o árbitro será Leandro Messina Perrone (Federação Catarinense de Futebol), auxiliado por Gianlucca Perrone de Vasconcellos e Gisele Casaril (ambos da Confederação Brasileira de Futebol). Vanderli Moraes (LPD) será o 4º árbitro e Rudinei Barbosa da Silva (LPD), o Delegado.
Por se tratar de uma final que envolve duas das mais tradicionais equipes pomerodenses, o Jornal de Pomerode conversou com os técnicos para saber como está a expectativa para os jogos finais e como estão encarando este momento de rivalidade dentro do futebol de Pomerode.

 

Djone Kammers

34 anos, Pós-graduado em Marketing, Treinador desde 2012

Principais times: Grêmio Cachoeira, Cerâmica Silveira, Campinense de Garopaba e Itinga de Tijucas

Assumiu o Floresta em 2016

Jornal de Pomerode: Qual a sua expectativa para a final da Copa Pomerode de Futebol?

Djone Kammers: É a melhor possível, visto que a gente conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, ter o êxito de chegar nesta final. Ano passado, depois de 13 anos, conseguimos resgatar este título ao Floresta, que era um peso muito grande. Então, com certeza, chegamos nesta decisão sem essa grande “pressão” deste período sem conquistas. Porém, sabemos de nossa responsabilidade de buscar, mais uma vez, este título de 2017, principalmente pela grandeza do Floresta.

JP: Há algum desfalque para esta primeira rodada decisiva?

DK: Temos um único desfalque. O lateral Xitão sentiu uma lesão muscular no último jogo e não deve participar da partida.

JP: Qual o ponto forte da sua equipe? No que ela evoluiu desde a estreia?

DK: O ponto forte é o nosso conjunto, pois mantivemos a base do ano passado, e isso tem feito a diferença. Além disso, evoluímos na nossa forma de jogar, pois temos algumas maneiras de nos comportar dentro da mesma partida. Não ficamos “presos” a um único esquema tático, podemos aplicar diferentes variações durante os 90 minutos. Esta tem sido a grande evolução desde o início do campeonato.

JP: O que você admira no time adversário?

DK: O Vera Cruz é merecedor de estar na final, tanto que foi a equipe que mais pontuou na primeira fase e a única que nos venceu, na nossa casa. O ataque deles é muito bom, com Bruninho, Anderson e Secco, além do Catão e do Rafael, que têm excelente qualidade. O professor Egídio, que é um treinador diferenciadíssimo, consegue aplicar um esquema tático e, conforme cada jogo, tira o melhor proveito para sua equipe.

JP: Existe uma motivação extra por se tratar de um “super clássico”?

DK: Sim. Sempre devemos ter uma motivação extra, principalmente quando chegamos a uma final. É muito difícil estar num jogo decisivo, independente do campeonato, ainda mais contra um adversário tradicional. Sem dúvida, a motivação é diferente e acredito que teremos dois grandes jogos.

JP: O que a Copa Pomerode representa para você, como técnico?

DK: Ela representa muito para o trabalho de qualquer um. Para mim, sendo um técnico de fora, é uma grande responsabilidade, mas que sabemos “carregar”, além de uma torcida que tem esse desejo. Hoje, é um título de enorme importância, o qual faremos um esforço enorme para poder conquistar, tanto para mim, quanto para todos os atletas, clube e torcida. Será uma grande final, extremamente difícil e com dois times qualificados, com condições de serem campeões.

 

Egídio Beckauser

41 anos, Acadêmico de Educação Física, Treinador desde 2005

Principais times: Apama, Loes, Indaial, Pomerode, Massaranduba, Rio do Sul, Florianópolis, Paranaguá e Campo Mourão (Futsal); Atlético Itoupava e Metropolitano (Futebol de Campo)

Assumiu o Vera Cruz em 2012

Jornal de Pomerode: Qual a sua expectativa para a final da Copa Pomerode de Futebol?

Egídio Beckauser: O campeonato em Pomerode é um dos melhores região, com bom nível técnico. Chegar numa final, ainda mais num clássico importante como é Vera Cruz e Floresta, é muito gratificante. Como treinador, esperamos buscar o título, mas, devido à qualidade do time do Floresta, serão jogos muito equilibrados, decididos no detalhe e com um nível de dificuldade muito alto.

JP: Há algum desfalque para esta primeira rodada decisiva?

EB: Apenas o Pelé, que se lesionou no jogo passado, é dúvida para domingo. No restante, teremos força máxima em campo.

JP: Qual o ponto forte da sua equipe? No que ela evoluiu desde a estreia?

EB: Eu destaco nosso jogo coletivo, a marcação muito forte e, principalmente, a união entre os atletas. Todos estes fatores fizeram com que o Vera Cruz se tornasse muito competitivo e, por consequência, vitorioso. Há uma parceria, tanto fora, quanto dentro de campo, onde joga um pelo outo.

JP: O que você admira no time adversário?

EB: O Floresta é uma equipe muito bem organizada e muito bem treinada pelo Djone. Os seus atletas são respeitados, tanto em nível de estado e quanto em nível de Brasil. Muitos deles já jogaram campeonatos de alto nível e a gente respeita bastante isso. Inclusive, eu respeito essa dedicação e empenho da diretoria em sempre estar investindo em elencos qualificados, como é o caso do Floresta. Por isso, a agremiação sempre figura entre os finalistas por onde participa, elevando o nível do futebol de Pomerode.

JP: Existe uma motivação extra por se tratar de um “super clássico”?

EB: Um clássico é sempre difícil de se jogar e esta final será decidida em dois jogos. Por isso, a motivação maior é “brigar” pela conquista. E como jogaremos contra um equipe qualidade, teremos que dar algo a mais. E isso vamos procurar passar para os atletas.

JP: O que a Copa Pomerode representa para você, como técnico?

EB: Eu já participei de várias competições, tanto no campo, quanto no futsal, mas eu tenho um carinho enorme pelo Vera, que foi o primeiro time amador que eu treinei no campo, em 2012, quando fomos campeões invictos. Uma competição como a Copa Pomerode, que possui um bom nível, gera repercussão e o envolvimento da imprensa acaba valorizando o nome do treinador, trazendo boas aberturas de mercado pra trabalhar em outros clubes. Eu me sinto honrado em poder fazer parte desta competição, mesmo não podendo estar presente em vários jogos, devido a outros compromissos dentro do futebol.

 

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