Reforma do Museu Pomerano terá projeto executivo com base em pré-projeto já aprovado
Espaço está fechado desde janeiro e será contemplado com recursos de emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil
Foto: Anna Letícia / Jornal de Pomerode
O Museu Pomerano, fechado desde o início do ano por problemas estruturais, deve iniciar um novo ciclo de revitalização nos próximos meses. A Prefeitura de Pomerode já autorizou a abertura do processo licitatório para a contratação da empresa responsável pela elaboração do projeto executivo da obra, que será baseado em um pré-projeto previamente aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico.
Segundo o secretário de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico, Manfredo Goede, o objetivo é garantir mais transparência e responsabilidade técnica em todas as etapas. “Esse projeto não será feito no improviso. Ele prevê a substituição completa do telhado, além de reformas nas partes elétrica, hidráulica e arquitetônica, com todas as exigências técnicas necessárias. O modelo 3D já foi apresentado ao Conselho como simulação da nova fachada, e agora partimos para a fase técnica completa”, explica.
A elaboração do projeto executivo tem prazo de 60 dias após a contratação da empresa vencedora da licitação. Depois disso, o documento será novamente submetido à análise do Conselho de Patrimônio Histórico, antes da abertura de uma nova licitação, desta vez para a execução da obra.
A reforma contará com recursos de uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil, destinados ao município pelo deputado estadual Carlos Humberto (PL), em visita realizada na quinta-feira, 10 de abril. “O museu está interditado em razão dos problemas estruturais do prédio, e vamos contribuir com essa reforma para que esse equipamento cultural volte a fazer parte das atrações dessa cidade que é um orgulho para Santa Catarina”, afirmou o parlamentar.
O espaço, que abriga parte significativa da história de Pomerode, foi fechado oficialmente em janeiro deste ano. Entre os problemas identificados estão infiltrações, goteiras, calor excessivo causado pelo telhado de zinco e pendências junto ao Ministério do Trabalho, especialmente no que diz respeito à segurança dos estagiários.
“Durante o período de transição no final do ano passado, já recebíamos alertas sobre as condições precárias do museu. Decidimos então fazer o fechamento temporário para organizar as medidas necessárias e garantir um ambiente seguro e digno para funcionários e visitantes”, ressaltou Manfredo.