Polícia

Psicólogo é preso suspeito de abusar de criança autista durante consulta, em Brusque

Laudo da Polícia Científica confirmou vestígios de espermatozoides na roupa da criança; Psicólogo nega o crime

3 de junho de 2025

Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Um psicólogo foi preso, na última sexta-feira, 30 de maio, suspeito de abusar de um menino de oito anos, durante uma consulta em seu consultório, em Brusque. Segundo a mãe da criança, o crime teria ocorrido em abril deste ano, durante a segunda sessão de atendimento.

De acordo com informações do jornal O Município Brusque, o menino, que é autista e possui Transtorno Opositor Desafiador (TOD), passou a apresentar mudanças de comportamento, o que levou a mãe a conversar com ele e descobrir os abusos.

A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra o psicólogo no local de trabalho. Durante a investigação, a criança foi submetida a exames na Polícia Científica, que constataram a presença de espermatozoides em uma peça de roupa utilizada no dia da consulta.

Ainda conforme O Município, a mãe relatou que, desde o primeiro atendimento, percebeu falas suspeitas do profissional, como a afirmação de que ele e a criança “tinham um segredo”. Na segunda sessão, novos comentários estranhos acenderam o alerta, e, ao conversar com o filho, a criança relatou os abusos de forma espontânea.

Após a denúncia, a família procurou atendimento médico, acionou a Polícia Militar e realizou o boletim de ocorrência. A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) também acompanhou o caso.

O laudo pericial confirmou vestígios de esperma na roupa do menino, além de laudos psicológicos que indicam contato físico. Apesar disso, o suspeito negou o crime e se recusou a realizar o exame de compatibilidade genética.

Segundo o escritório de advocacia que representa a família, o material coletado na casa do psicólogo passará por perícia, que deve auxiliar no andamento das investigações.

A mãe relata que o filho apresenta traumas severos desde o ocorrido, com crises constantes, dificuldade para dormir e necessidade de uso de medicação controlada. A família faz um apelo para que outras possíveis vítimas também denunciem.

“Que essa notícia sirva de alerta. Precisamos proteger nossas crianças. Que nenhuma mãe tenha medo ou vergonha de ouvir e acreditar no que os filhos dizem”, destacou a mãe, em entrevista ao O Município Brusque. 

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