Projeto internacional do Rotary entrega 20 máquinas de hemodiálise à Renal Vida
Iniciativa beneficia milhares de pacientes de diversos municípios, incluindo Pomerode; Rotary Club da cidade contribuiu para o projeto
Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode
Uma ação internacional de solidariedade liderada pelo Rotary vai ampliar a capacidade de atendimento do Instituto Renal Vida, referência em nefrologia em Santa Catarina. Por meio de um Projeto de Subsídio Global, foram destinadas 20 máquinas de hemodiálise para unidades da instituição na região, em um investimento de aproximadamente US$ 240 mil — cerca de R$ 1,2 milhão.
O projeto reuniu esforços de quatro Distritos Rotários, representantes de cinco países e quase 50 Rotary Clubs, entre eles o Rotary Club de Pomerode Nossa Pequena Alemanha. Além disso, empresas, entidades e membros da comunidade também contribuíram financeiramente para a iniciativa.
Atualmente, a Associação Renal Vida possui seis unidades, localizadas em Blumenau, Itajaí, Rio do Sul, Timbó, Brusque e Florianópolis, atendendo pacientes de pelo menos 75 municípios catarinenses. Hoje, mais de 1.400 pessoas realizam tratamento dialítico pela instituição, totalizando mais de 15 mil sessões de hemodiálise mensalmente. Ao longo da trajetória da entidade, mais de 2.700 transplantes renais já foram realizados.
Das 20 máquinas adquiridas pelo projeto, oito permaneceram na unidade da Renal Vida em Timbó, que atende os pacientes de Pomerode, além de Indaial, Timbó, Doutor Pedrinho, Ascurra, Apiúna, Benedito Novo e Rodeio. A presidente do Rotary Club de Pomerode Nossa Pequena Alemanha, Francielle Barausse Odwazny, destacou o envolvimento coletivo para viabilizar a iniciativa.
Segundo ela, o projeto mobilizou recursos de clubes locais e internacionais, além de doações da comunidade e de empresas. “Esse é um projeto que nós chamamos de Subsídio Global, onde são aportados recursos dos clubes locais e também clubes de fora do país. Mas essa iniciativa também teve aporte de recursos de pessoa física e jurídica. Então, houve várias pessoas da comunidade que apoiaram de alguma forma. O nosso Club também ajudou com recurso. Foram US$ 2 mil que o nosso clube aportou para esse projeto, que teve um montante de US$ 240 mil”, afirmou.
Francielle também ressaltou o impacto da Renal Vida para moradores de Pomerode. De acordo com ela, atualmente 16 pomerodenses realizam tratamento de hemodiálise na unidade de Timbó, enquanto 18 moradores do município já passaram por transplante renal. Ainda segundo os dados levantados, cerca de 650 pessoas da cidade já receberam algum tipo de atendimento ou tratamento pela instituição.
O coordenador administrativo da Associação Renal Vida de Timbó, Hamilton Trombelli, destacou que os novos equipamentos chegam em um momento importante para a instituição, que trabalha na ampliação da estrutura de atendimento.
“Hoje nossa capacidade está muito limitada, nós estamos em fase de construção de uma clínica nova, então essas máquinas vêm para agregar esse aumento de capacidade que nós vamos ter para atender esses pacientes num médio prazo. Hoje contamos com 22 máquinas de hemodiálise e vamos ampliar para 30. Consequentemente, além do aumento da capacidade, teremos uma qualidade melhor no atendimento e mais eficiência para que esses pacientes tenham um tratamento dialítico bom e promovam ainda mais a sobrevida e a qualidade de vida deles junto às suas famílias”, destacou.
A unidade da Renal Vida em Timbó atende atualmente pacientes de nove municípios da região. A cerimônia de entrega das máquinas contou ainda com a presença de rotarianos do Canadá, que participaram diretamente do financiamento do projeto.
O impacto social da iniciativa também chama atenção pelos números. Uma única máquina de hemodiálise pode atender, em média, seis pessoas por mês e até 72 pacientes em um ano. Considerando a vida útil média de dez anos, cada equipamento pode beneficiar aproximadamente 720 pessoas. Com a implantação das 20 máquinas, a estimativa é de que até 14,4 mil pacientes sejam atendidos ao longo da próxima década, além da possibilidade de realização de cerca de 200 mil sessões de hemodiálise no período.