Esporte

Pomerode em destaque nas quadras de vôlei

Jéssica Suelen Dallman, de 24 anos, joga no Rio do Sul e é mais um exemplo da força pomerodense no vôlei

11 de maio de 2016

Não é de hoje que os atletas pomerodenses são destaque em diversas modalidades. E, no vôlei, não poderia ser diferente. Encontramos vários exemplos de atletas que levam o nome de Pomerode para as quadras de todos os cantos do Brasil e, dentre eles, está Jéssica Suelen Dallman, que, atualmente, joga no Rio do Sul, tendo participações em Blumenau, Nova Trento, Chapecó e São Paulo.

Em entrevista ao Jornal de Pomerode, a atleta de 24 anos conta um pouco sobre sua história e seu início na modalidade. “Comecei no vôlei por conta do meu pai. Ele jogava futsal e sempre esteve presente no esporte, então, acabei recebendo sua influência. Além disso, também jogava na escola. Comecei a jogar sério no ano de 2005, com o Maneca, em Pomerode, onde fiquei até 2008. Em 2009, fui para Nova Trento, onde joguei por um ano. Após, joguei também em Blumenau e Chapecó”.
A atleta acredita que suas passagens nas equipes foram boas, trazendo grande crescimento pessoal. “Foram boas trajetórias. Cresci muito em cada equipe que estive. Foi muito bom aqui em Pomerode, mas não participávamos de muitos campeonatos. Já em Nova Trento foi onde comecei a me destacar. Quando fui para Blumenau, joguei a Liga Universitária, Jasc, e também os Joguinhos Abertos, em Chapecó”.

Jéssica revela que, em São Paulo, um fato curioso acabou trazendo bons resultados para sua carreira no vôlei. “Fui para São Paulo e comecei a jogar a Superliga. Certo dia, um treinador viu meu vídeo jogando e me chamou para jogar no time deles. O fato é que ele contratou grandes nomes, mas acabamos não recebendo, alegou que não tinha como nos pagar. Ainda consegui me manter lá por um tempo, até que o Barueri assumiu o time. Joguei a Superliga por eles, até que, a equipe do Rio do Sul me chamou para voltar ao estado. Já estou na segunda temporada na equipe e foi muito bom voltar pra cá e estar perto da minha família. A carreira no vôlei não nos deixa muito tempo de sobra. Acabava vendo muito pouco meus familiares. Aqui tenho outra vida”.

A jogadora comenta que, no início, sua mãe não a apoiava em sua carreira, mas, com o tempo, acabou aceitando, ao ver a capacidade de sua filha no esporte. “No início minha mãe não gostava muito, mas meu pai sempre apoiou. Mas, quando minha mãe viu que tinha futuro, as coisas mudaram. Ela me incentiva muito”.

Jéssica carrega muitas experiências das equipes que passou, mas, uma conquista em especial tem grande importância para ela. “Acho que a equipe do Rio do sul me marcou bastante, apesar de, individualmente, não ter sido um bom ano para mim. Mas, ganhar de grandes equipes é sensacional. Entrar em quadra e encontrar as arquibancadas lotadas é de arrepiar. São José dos Campos também me marcou muito. Foi minha melhor temporada, fui destaque, além de jogar todos os jogos.

Acredito que, de todas as minhas conquistas, uma das que mais me marcou foram os Joguinhos Abertos, onde eu joguei por Blumenau e enfrentei o Nova Trento, na final. Fiquei dois anos lá, tinha um laço muito forte. Ao fim, ganhamos a partida, mas fiquei com uma sensação estranha”.

Nesta semana, Jéssica, junto de Vanessa Janke e Kaoane Loch, recebeu uma homenagem na Câmara de Vereadores de Pomerode, o que, para ela, foi uma grande honra. “É muito bom ser reconhecida. Acredito que é necessário esse incentivo. Fiquei muito feliz com a homenagem. Sinto muito orgulho de carregar o nome de Pomerode nas quadras. As pessoas acompanham nossa caminhada, é muito legal”.

Sobre seu futuro, a atleta revela que pensa em jogar fora do Brasil, buscando novos rumos em sua carreira. “Minha vontade é sair do Brasil, conhecer coisas novas. Fechei contrato com o Rio do Sul mas, futuramente, penso em jogar fora do país. Tive umas propostas de outros países, mas nada concreto. Vamos ver, quem sabe um dia eu vá. Tenho como objetivo sempre conquistar coisas novas”.

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