Esporte

Pomerode conquista cinco medalhas nos Parajasc

Município esteve representado por 22 atletas em competição realizada em São Miguel do Oeste

15 de maio de 2015

Entre os dias 25 a 30 de abril aconteceu em São Miguel do Oeste a 11ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). E Pomerode, que esteve na competição com 22 atletas, trouxe para a cidade mais alemã do Brasil cinco medalhas, sendo duas de ouro, duas de bronze e uma de prata. Foram cinco dias de evento, onde reuniu 62 delegações de municípios e a participação de 1,7 mil atletas com deficiência auditiva, física visual e intelectual.

Como destaques em resultados ficaram por conta de Laércio Volkmann, que conquistou duas medalhas de bronze no atletismo (lançamento de dardo e disco) e o atleta Edilson Hornburg, que acabou trazendo para o município três medalhas (ouro no arremesso de peso e lançamento de disco e prata no lançamento de dardo). Por seis anos consecutivos Edilson vence a prova do arremesso de peso.

Conforme a coordenadora e treinadora do paradesporto de Pomerode, Ilsani K. Baptista, os resultados conquistados foram o esperado já que a competição iniciou cedo este ano. “Treino este ano foi pouco. Dentro do possível, todo mundo fez o seu melhor. Ninguém perdeu prova nenhuma. Meu objetivo com eles é que façam o melhor que podem. Eu sempre deixo bem ciente para os atletas sobre a nossa realidade. Sempre apresento qual a nossa perspectiva e até onde podemos chegar. Me sinto realizada por saber que eles sempre estão incentivados pela gente e fazem o esforço deles”.

 
Ilsani, que participa do paradesporto desde 2006, perdendo somente uma edição dos Parajasc, diz que está satisfeita com o que ela faz. “Temos uma família, uma parceria. Sou muito transparente. Temos um vínculo muito legal. Consigo passar a estrutura que nós temos e eles me entendem”. Competições são cheias de histórias e uma chamou atenção da coordenadora. “Rivalidade entre eles não existe. Uma história legal de ser contada que aconteceu foi entre dois atletas com síndrome de down. O líder da prova viu um outro competidor caindo. Ele deixou de vencer a prova para ajudar o próximo. O pessoal aplaudiu e chorou muito. Este é um dos bons exemplos para que eu sempre continue nesta causa. Gosto muito de trabalhar com eles. Se um dia não trabalhar mais com eles vou ser voluntária. Não consigo ficar sem. São 10 anos de caminhada já”.

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