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Polícia Civil participa da operação “The Rock” e prende homem que se passava por famoso para aplicar estelionatos virtuais, em SC

Suspeito é apontado como operador financeiro no Brasil de uma rede internacional que usava perfis falsos do ator Dwayne Johnson para enganar vítimas

5 de dezembro de 2025

Foto: PCSC/Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE), participou de uma operação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal que resultou na prisão preventiva de um homem de 32 anos, natural de Benin (África) e residente em Florianópolis. A ação foi realizada na manhã de quinta-feira, 4 de dezembro, no bairro Itacorubi.

As investigações apontam que o suspeito atuava como operador financeiro no Brasil para uma organização criminosa internacional especializada em estelionato eletrônico.

A análise de dados telemáticos indicou que os acessos às contas utilizadas nos golpes eram feitos a partir de um país africano, revelando atuação transnacional e estruturada.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava perfis falsos que se passavam pelo ator norte-americano Dwayne Johnson — “The Rock”. As vítimas acreditavam manter contato direto com o artista e, após a criação de vínculo emocional, eram informadas de que haviam sido contempladas com um falso prêmio internacional de 800 mil euros.

Foto: PCSC/Divulgação

Para validar a história, os criminosos enviavam documentos falsificados, fotos de pacotes lacrados e supostos comprovantes de entregas internacionais. Na sequência, exigiam pagamentos de taxas e seguros, sempre por meio de PIX para contas controladas no Brasil.

Entre os casos já confirmados, uma vítima do Distrito Federal perdeu R$ 11,6 mil, enquanto outra, em Minas Gerais, teve prejuízo de aproximadamente R$ 80 mil. A Polícia Civil acredita que mais pessoas tenham sido lesadas, e a identificação das demais vítimas dependerá da perícia nos dispositivos apreendidos.

Foto: PCSC/Divulgação

A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão — em Florianópolis e Itajaí — além do bloqueio judicial de valores. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos e serão analisados para aprofundar a investigação.

O suspeito deve responder por estelionato eletrônico, crime com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão, além de multa. Ele permanece preso à disposição do Judiciário.

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