Polícia Civil deflagra Operação Anástase e prende homem que simulou a própria morte, em Navegantes
A investigação teve início após a descoberta de um dedo e dentes humanos encontrados no quintal da namorada do suposto morto, em Blumenau.
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Na manhã de sexta-feira, 28 de fevereiro, a Polícia Civil deflagrou a “Operação Anástase”, resultando na prisão de um homem que simulou a própria morte para escapar de dívidas trabalhistas e fraudar seguros.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios-DH, pelo Departamento de Investigações Criminais de Blumenau e pela DIC de Curitibanos. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nas cidades de Navegantes e Itajaí.
A investigação começou após a localização de um corpo carbonizado dentro de um veículo em São Cristóvão do Sul, no dia 15 de fevereiro de 2025. Inicialmente, o corpo foi identificado como sendo de um empresário que possuía débitos trabalhistas e aplicava golpes com a venda de placas solares, gerando prejuízos superiores a R$ 330 mil. Supunha-se que ele tivesse sido assassinado como retaliação por suas fraudes.

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Cinco dias depois, a Delegacia de Homicídios de Blumenau foi acionada para investigar um incidente: a namorada do suposto falecido encontrou um dedo e dois dentes humanos jogados em seu quintal. No dia seguinte, começou a receber ameaças por telefone, acompanhadas de um vídeo chocante mostrando um homem sendo espancado e depois carbonizado em meio a pneus.
O autor das ameaças afirmava que o corpo encontrado não pertencia ao namorado da mulher e que os restos jogados eram uma “prova” de sua morte. Ele ainda determinava que ela deveria permanecer de luto por um tempo.

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Com a troca de informações entre as unidades especializadas, a polícia descobriu que o empresário estava vivo e havia orquestrado sua própria morte para evitar cobranças e fraudar seguradoras, pois possuía seguros de vida e veicular. A investigação também revelou que o corpo carbonizado pertencia a um morador de rua da região de Curitibanos, cuja identidade está em processo de confirmação por exame de DNA.
Durante as investigações, a namorada do suspeito teve vídeos íntimos divulgados entre familiares e colegas de trabalho. O material estava em posse do próprio namorado, evidenciando mais um crime cometido por ele.
Diante das provas coletadas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito e de um comparsa, que foram detidos na manhã desta sexta-feira no bairro São Paulo, em Navegantes. Durante o interrogatório, os suspeitos confessaram o plano criminoso, que visava escapar de pendências financeiras e obter ganhos indevidos.