Polícia

PF deflagra operação contra grupo suspeito de vender cigarros eletrônicos ilegais em Joinville

Investigações apontam uso de empresa como fachada e logística estruturada para distribuir dispositivos proibidos no Brasil

6 de novembro de 2025

Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 06 de novembro, a Operação V-Track, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no comércio ilegal de cigarros eletrônicos de origem estrangeira. A ação ocorre na cidade de Joinville, no Norte de Santa Catarina, onde estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

A investigação teve início após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em dezembro de 2024, também na região de Joinville, que resultou na apreensão de 810 unidades de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF). Os produtos eram transportados de forma irregular e em desacordo com a legislação brasileira, que proíbe a venda e a importação desse tipo de dispositivo no país.

Empresa seria usada como fachada

Durante o inquérito, a Polícia Federal identificou indícios de que o grupo atuava de maneira estruturada e contínua, utilizando uma empresa formalmente registrada como fachada para o armazenamento e a distribuição dos cigarros eletrônicos ilegais.

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A apuração também apontou que os suspeitos mantinham uma logística sofisticada, com uso de:

  • Rastreadores ocultos nas cargas,
  • Transporte noturno,
  • Rotas alternativas,
  • Batedores para tentar evitar fiscalizações rodoviárias.

Além da apreensão inicial, a PF verificou que um dos investigados foi preso novamente, em flagrante, pela PRF no Paraná, transportando mais de 800 unidades dos dispositivos, em um veículo ligado à mesma empresa suspeita. O fato reforçou a suspeita de continuidade das atividades ilegais.

Com o cumprimento dos mandados nesta quinta-feira, a PF busca produtos contrabandeados, documentos, mídias e outros materiais que possam comprovar o crime e identificar mais envolvidos no esquema.

A comercialização de cigarros eletrônicos está proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aponta riscos à saúde e ausência de comprovação de segurança desses dispositivos.

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