Esporte

Pedalar e voar…

Pomerodense Hans Behling conta como foi sua expedição utilizando apenas bicicleta e parapente

19 de fevereiro de 2015

Três dias e meio. Foi este o tempo que o pomerodense Hans Behling e seu apoio durante o desafio, Fernando Zóio Brandalise, realizaram a expedição XCatarina Bike & Fly 2015, que consistia atravessar Santa Catarina de Oeste a Leste, saindo da Argentina e chegando no Oceano Atlântico, usando apenas bicicleta e parapente no menor tempo possível. O desafio teve início no dia 19 de janeiro, de bicicleta, às 0h30min em Paraíso, Santa Catarina e terminou no dia 22 de janeiro em Penha, às 12h50min, utilizando bike. A finalidade foi lançar um desafio para que outros tentem fazer novamente no futuro, melhorando o tempo alcançado por Hans. 

Behling conta como a ideia da expedição surgiu. “Em 2011, participei de uma Corrida de Aventura de longa distância chamada Tierra Viva (competição que atualmente integra o circuito mundial de corridas de aventura). Depois disso, eu decidi dar um tempo nessas competições com mais de 500 quilômetros, por uma série de motivos. Foi então que resolvi que durante um tempo, eu iria participar apenas das provas do Circuito Catarinense de Corridas de Aventura, cujas provas tem um ou dois dias de duração, e faria alguns projetos de expedições mais longas, independente de participar de alguma competição e respeitando apenas meu próprio calendário de férias e treinos”. 

O pomerodense relatou que o tempo conquistado ficou dentro do estimado, mas ambos esperavam voar mais e pedalar menos. As condições do tempo no verão são mais instáveis e prejudicaram os voos. “Fizemos um planejamento com bastante antecedência, calculando várias possibilidades otimistas (encurtando) e pessimistas (alongando) das distâncias e consequentemente o tempo de bike por dia, para o caso dos voos serem bons ou ruins. Enfim, cumprimos o desafio seguindo com uma estratégia intermediária. Penso que foi uma excelente experiência pessoal por ter cumprido o desafio, e profissional pelo planejamento de sucesso e pelos apoios recebidos para a execução do projeto”.

Hans destaca que completar uma expedição ou desafio exige muito planejamento. “Sem planejamento tudo não passa de uma aventura, e aventuras dependem mais de sorte do que qualquer outra coisa. Portanto, recomendo que todos que quiserem fazer algo similar, façam um bom planejamento, envolvendo treinamento (físico, psicológico), previsões diversas (rota e planos principais e alternativos), contatos e acordos com apoiadores, contatos locais e muita perseverança (pois várias vezes dá vontade de desistir)”, finaliza.

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