Pedalando em busca de um objetivo
Uma aventura, de vez em quando, faz bem para o corpo e para a mente, pois proporciona sensações, muitas vezes, indescritíveis. Ainda mais quando há um objetivo, então ela se torna ainda mais especial. Pois foi exatamente isso que fez Carlos Eduardo Felipe Gonçalves, de 32 anos, quando pedalou 664 km, desde a cidade de São Paulo até Pomerode, no fim do ano passado.
Uma aventura, de vez em quando, faz bem para o corpo e para a mente, pois proporciona sensações, muitas vezes, indescritíveis. Ainda mais quando há um objetivo, então ela se torna ainda mais especial. Pois foi exatamente isso que fez Carlos Eduardo Felipe Gonçalves, de 32 anos, quando pedalou 664 km, desde a cidade de São Paulo até Pomerode, no fim do ano passado. Sua meta era chegar até aqui para visitar os pais, Luiz Carlos e Iamary Rodrigues da Cunha Gonçalves. Quando ele me disse que viria, fiquei apreensivo, falei que não precisava. Mas ele insistiu e eu fiquei muito feliz por não ter acontecido nada com ele durante a viagem. Nem um pneu furado, nada. Tudo transcorreu de forma muito tranquila, relata Luiz.
De acordo com o pai, o filho Cadu, como é mais conhecido, saiu da capital paulista no dia 16 de dezembro de 2013, às 5h, e pedalou até a cidade de Registro, no sul do estado, onde pernoitou. No outro dia, retomou a viagem e só parou à noite, no Paraná, mais precisamente em São José dos Pinhais. De lá, no terceiro dia, trouxe a sua bicicleta até Pomerode, totalizando 39h45min de pedalada. Eu não aguentei esperá-lo e fui até a Rodovia do Arroz, de onde escoltei-o até nossa cidade. Foi uma alegria muito grande perceber o quanto ele se esforçou para nos ver, exalta, acrescentando que Cadu está acostumado com este tipo de viagem. Em São Paulo, ele costuma pedalar com um grupo de amigos e realizar viagens. Ele já foi até Paraty (RJ) e Aparecida do Norte (SP). Mas vir para Pomerode foi a primeira vez, acrescenta.
Tamanha dedicação resultou em um pequeno, mas singelo presente. Eu mandei fazer um troféu, e minha esposa, uma medalha, os quais entregamos para nosso filho querido. Foi um reconhecimento pela sua aventura, declara. Cadu permaneceu em Pomerode até o dia 20 de dezembro, quando retornou para São Paulo, juntamente com os pais, para as festas de fim de ano. Segundo Luiz Carlos, ele pretende repetir a dose, só que desta vez, deve vir acompanhado. Ele falou que deve vir com uns amigos, pois viajar sozinho é muito entediante. Ficarei aqui na espera, rezando que tudo corra bem com ele, como aconteceu desta vez. Tenho muito orgulho de meu filho, finaliza.