Para somar…
Aerobike R6 Superation chega a Pomerode para pessoas com alguma limitação física
Pessoas com alguma deficiência física sempre encontram diversas dificuldades no cotidiano e na academia não é diferente.
Para ajudar este público em específico, recentemente a academia Oficina do Corpo adquiriu a Aerobike R6 Superation, uma bicicleta voltada principalmente para pessoas com alguma deficiência física. Em Santa Catarina, conforme Jonas Neves Rezende, proprietário da academia, Blumenau e Pomerode são as primeiras cidades que têm essa bicicleta. Ela é americana e multifuncional. Além da R6, a academia também tem à disposição no espaço a Aerobike R11. De acordo com Rezende, 20 minutos de exercícios com este equipamento é equivalente a uma hora de esteira.
Quem faz o uso do equipamento e aprovou ele é Diego Alves, 26 anos, natural de Blumenau, criado em Pomerode. Alves teve parte da perna direita amputada no ano de 2010 após sofrer um acidente de moto. “Como temos uma deficiência física é muito limitado o exercício aeróbico. O que você poder fazer é uma natação. Agora dentro de uma academia, nada. Para quem busca perda de peso ou algo semelhante, sem aeróbico não funciona. Agora, com este equipamento podemos fazer este tipo de atividade, que auxilia e muito no treino”, disse Alves.
Diego exalta que é difícil achar um equipamento que seja voltado ao deficiente. “É preciso adaptar todos os exercícios, feitos de uma forma diferente, ser pensado para dar o mesmo ou um resultado parecido como se não tivesse a deficiência”, conta Alves, que afirmou ter aceitado o fato do acidente da melhor maneira possível. “Conforme o tempo foi passando, foi melhorando a recuperação e aos poucos fui voltando a fazer o que vinha sendo executado. Foi gradativo. Não tive nenhum problema pelo fato da amputação. Foi mínimo o impacto psicológico. Têm certos momentos que você sente falta da perna, mas consegue viver sem ela. É um aprendizado que serve para o resto da vida”.
Alves, que agora é pai de um menino de oito meses (Diego Alves Filho) recentemente também voltou ao mercado de trabalho após um período longe. Citou seu empenho na busca da reinserção no campo profissional. Diego retomou os estudos com cursos e em fevereiro vai iniciar a faculdade. “Não existe um incentivo propriamente dito para a sociedade deficiente se inserir ao mercado de trabalho. Temos que ter bastante paciência e não se frustrar”.
Focado em seus objetivos, Diego deixa um recado para todos que tenham algum tipo de limitação física. “Saiam de casa. Façam ser vistos. Enquanto a sociedade denominada como normal não os vê, os deficientes não vão buscar um preparo para as pessoas que são diferentes”, encerra.