Polícia

“Pão e Circo”: operação do GAECO investiga esquema de fraude em shows nacionais em SC

Mandados foram cumpridos em 18 cidades catarinenses e uma cidade gaúcha

7 de julho de 2026
"Pão e Circo": operação do GAECO investiga esquema de fraude em shows nacionais em SC

"Pão e Circo": operação do GAECO investiga esquema de fraude em shows nacionais em SC - Foto: Reprodução/MP

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou nesta terça-feira, 7 de julho, a operação “Pão e Circo”, que investigou empresários do setor de eventos por um esquema de fraudes envolvendo shows nacionais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Conforme o GAECO, o grupo criminoso colocou em prática um esquema de fraude em licitações para eliminar a concorrência, manipular preços e dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional. Os suspeitos ainda recorriam ao pagamento e ao recebimento de propina para viabilizar o esquema e à lavagem de dinheiro, com o intuito de ocultar os valores obtidos com as irregularidades.

Ao todo, 50 mandados de busca estão sendo cumpridos em 19 municípios: um do Rio Grande do Sul e 18 em Santa Catarina, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário. Confira a lista completa das cidades alvo dos mandados:

Santa Catarina

  • Abdon Batista;
  • Apiúna;
  • Aurora;
  • Bombinhas;
  • Brusque;
  • Canoinhas;
  • Governador Celso Ramos;
  • Indaial;
  • Itaiópolis;
  • Itapema;
  • Laurentino;
  • Mafra;
  • Palhoça;
  • Porto Belo;
  • Pouso Redondo;
  • Santa Terezinha;
  • São Bento do Sul;
  • Três Barras.

Rio Grande do Sul

  • Porto Alegre.

A investigação resultou em medidas judiciais contra os investigados, entre agentes públicos, ex-agentes públicos, empresários e outros. As medidas envolveram a indisponibilidade de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores, que de acordo com o GAECO serve para para garantir eventual reparação ao erário, além da aplicação de medidas cautelares, como afastamento de funções, restrições para contratar com o poder público, proibição de acesso a repartições municipais e de contato entre investigados e testemunhas, além de outras obrigações fixadas pela Justiça.

Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para a realização de exames periciais. Conforme o GAECO, as evidências serão analisadas pelas equipes de investigação para dar continuidade ao desmantelamento da rede criminosa.

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