Padrasto é preso após ameaçar enteada de morte em caso de violência doméstica em Indaial
Jovem de 21 anos acionou a Polícia Militar após relatar ameaça e momentos de terror dentro de casa; homem foi preso em flagrante com base na Lei Maria da Penha
Foto: PMSC / Divulgação / Imagem Ilustrativa
Por volta das 6h53min de quinta-feira, dia 21 de maio, a Polícia Militar de Indaial foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça no contexto de violência doméstica, enquadrada na Lei Maria da Penha, no bairro Warnow, em Indaial.
Ao chegar ao local, a guarnição encontrou a vítima, uma jovem de 21 anos, sentada na calçada em frente à residência, visivelmente nervosa, trêmula e chorando. Segundo a PM, a mulher conseguiu relatar apenas que estava sendo ameaçada de morte.
Em seguida, a vítima informou que, por volta das 6h50min, estava na cozinha com a irmã quando o padrasto chegou ao local acreditando que ambas estariam falando sobre ele. Conforme o relato, o homem já entrou alterado, afirmando que não faria mais nada na residência e que a vida delas se tornaria “um inferno”.
A jovem contou ainda que, ao questionar se aquilo era uma ameaça e avisar que acionaria a polícia, o autor teria respondido: “se chamar a polícia eu te mato”.
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Assustada, a vítima se trancou no quarto e acionou a Polícia Militar. Ela relatou ainda ter ouvido o padrasto quebrando objetos e arremessando pertences para fora da residência. Segundo a mulher, o suspeito é usuário de drogas e as discussões e ameaças seriam recorrentes no ambiente familiar.
Questionado pela guarnição, o homem, de 40 anos, relatou que, ao acordar, ouviu as filhas de sua esposa discutindo e o acusando em relação às louças sujas na pia da cozinha. Ele afirmou que houve uma discussão e admitiu ter proferido a ameaça contra a enteada, alegando que agiu em razão do estresse do momento.
Diante dos fatos e dos relatos colhidos no local, a Polícia Militar deu voz de prisão em flagrante ao homem, de 40 anos, pelo crime de ameaça no contexto de violência doméstica, nos termos da Lei Maria da Penha.
Após ser informado sobre seus direitos constitucionais, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Blumenau para os procedimentos legais cabíveis.