Ostentando a sua fibra
Pode parecer estranho, mas o sangue do aposentado Ademar de Oliveira, ao invés de vermelho, é verde.
Pode parecer estranho, mas o sangue do aposentado Ademar de Oliveira, ao invés de vermelho, é verde. Isso se deve à sua paixão pelo maior campeão brasileiro de todos os tempos: a Sociedade Esportiva Palmeiras. E o amor pelo “Verdão”, assim como acontece na maioria dos casos, não veio por influência de uma pessoa, mas sim, de um aparelho eletrônico.
“Desde criança, quando estudava, fazia as minhas tarefas à noite, então, ficava ouvindo a Rádio Tupi e a Rádio Bandeirantes. E como o Palmeiras estava ‘bombando’, de tanto ouvir falar nele, me apaixonei pelo Verdão. Portanto, a minha influência veio por meio das rádios que ouvia”, relata.
O torcedor alviverde, de 65 anos, também é frequentador dos estádios, tanto que já passou por situações difíceis, em nome do seu amor pelo clube. “Teve uma vez que fui assistir um jogo na capital, contra o Figueirense. Lá pelas tantas, saiu um torcedor do Figueira e veio roubar uma bandeira do Palmeiras. Eu saí como um louco para pegar o cara e tive que enfrentar os policiais. Quase fui preso”, conta. “Em outra oportunidade, eu estava convidado para um casamento de um colega, no mesmo dia de um jogo do Palmeiras. Eu mandei a família ir antes, pois eu pretendia ir apenas após o jogo acabar. Só que como era uma final, acabei não indo e tomei todas em casa mesmo”, acrescenta, aos risos.
O amor pelo Palmeiras é incondicional (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)
E por falar em jogos emblemáticos, dois ficaram marcados, para sempre, na memória de Oliveira. “As quartas-de-final da Libertadores de 1995, contra o Grêmio, foram épicos. Perdemos no Olímpico, por 5 a 0, e quase devolvemos o placar, no Parque Antártica, onde ganhamos por 5 a 1, mas caímos fora”.
Tanto que alguns deste jogadores, o pomerodense teve a oportunidade de conhecer pessoalmente, como Cléber, César Sampaio, Tonhão, Zinho, os goleiros Velloso e Sérgio. No entanto, o seu preferido esbanjou categoria pelos gramados brasileiros. “Ademir da Guia. Para mim, foi o maior de todos, pela sua inteligência e calma de jogar”, ressalta o torcedor.
Nossos títulos foram conquistados no campo e não com ajuda de árbitros e bandeirinhas. Por isso, o meu amor pelo Palmeiras é incondicional, afinal, ele sabe mostrar que, de fato, é campeão.
E quando o assunto é rivalidade, o aposentado diz que leva as brincadeiras na boa, até porque, a fase do time é bastante favorável. “Levo tudo na esportiva, pois não ‘dou bola’ para os que têm inveja do melhor clube do Brasil, o maior campeão. Nossos títulos foram conquistados no campo e não com ajuda de árbitros e bandeirinhas. Por isso, o meu amor pelo Palmeiras é incondicional, afinal, ele sabe mostrar que, de fato, é campeão”, finaliza.
Torcedor tem diversos itens do time em sua casa (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)
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