Polícia

Operação da Polícia Civil investiga esquema ilegal de horas extras em empresa pública, em Blumenau

De acordo com a prefeitura, uma sindicância interna foi aberta na autarquia, e os servidores envolvidos já foram afastados.

10 de dezembro de 2020

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em Blumenau no endereço de suspeitos envolvidos no pagamento ilegal de horas extras para funcionários de uma empresa pública de Blumenau. A investigação é da 4ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (DECOR) de Blumenau, com apoio da DECOR-DEIC, Delegacia de Polícia de Gaspar, DCPAMI de Blumenau e 1ª DP de Blumenau.

Segundo o Delegado de Polícia Lucas Almeida, a investigação apurou suspeita de crimes de peculato e falsidade ideológica. No caso, constatou-se que houve uma elevação no pagamento das rúbricas das “horas extras” e “sobreaviso” nos meses de pandemia, período em que, em geral, parte dos funcionários trabalhou em home office.

“Investigou-se a noticia de que pagamentos do sobreaviso eram pagos em período acima do permitido legalmente, inclusive em meses de férias, e de que parte dos valores pagos a alguns funcionários eram dados a um ex-diretor para financiar ilegalmente a sua campanha eleitoral”, afirmou o Delegado. Foram apreendidos cerca de R$ 202 mil na operação.

Nota da prefeitura

Por meio de nota, a Prefeitura informou que a investigação está relacionada ao Samae. Uma sindicância interna foi aberta na autarquia, e os servidores envolvidos já foram afastados.

“O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) esclarece que tomou conhecimento pela imprensa da investigação realizada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, dia 10.

Diante dos fatos, o prefeito Mário Hildebrandt determinou à Controladoria Geral do Município e Transparência a imediata instauração de uma auditoria na autarquia. O processo visa avaliar se os procedimentos adotados estão em conformidade.

Paralelamente, o presidente do Samae, Michael Schneider, informou que vai solicitar a abertura de uma sindicância para apurar os fatos. Vale ressaltar que o Samae possui autonomia administrativa e financeira para realização das atividades institucionais de saneamento básico.

Schneider também vai solicitar à Polícia Civil o inquérito instaurado para ter ciência dos detalhes da apuração, visando auxiliar na auditoria. Os servidores citados na operação serão afastados das funções até o fim das investigações”.

 

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