Olhar diferenciado para registrar memórias
Desde 2014, Daniel Zimmermann é o fotógrafo oficial da Festa Pomerana, e possui uma relação especial com o evento
Foto: Arquivo pessoal
Registros para a história e divulgação do evento mais tradicional de Pomerode. Desde 2014, Daniel Zimmermann é o fotógrafo oficial da Festa Pomerana, e possui uma relação especial com o evento, por ser no mês do seu aniversário.
Sua trajetória na fotografia começou no ano de 2008, logo após se formar em Jornalismo, trabalhando no extinto Jornal Folha de Blumenau, somando, portanto, 17 anos de trabalho na fotografia.
Como decidiu seguir nesta carreira?
Na verdade, eu não decidi, vamos dizer que a fotografia me encontrou (risos). Ainda na faculdade de Jornalismo, trabalhei em um comitê de campanha política em 2006, para governador do estado, primeiramente distribuindo jornais da campanha nas casas das pessoas. Em uma das reuniões de equipe para decidir para qual bairro iríamos distribuir, um dos marqueteiros da campanha me enxergou com a bolsa de jornalismo, me perguntou se eu era estudante de Jornalismo e se gostaria de trabalhar na área. Respondi, de pronto, que sim e, naquele momento, tudo iria começar a mudar para mim. Fui apresentado ao jornalista Rodrigo Pereira, que assinava o jornal de campanha e era editor chefe na época do Jornal Folha de Blumenau. Comecei fazendo entrevistas pelo telefone e o Rodrigo revisava. Não demorou muito para logo estar indo a campo fazê-las pessoalmente, junto com o diagramador do jornal e fotógrafo Marcos Badilho, o qual tinha uma câmera hoje pré-histórica, uma Nikon D70s. Com o passar das semanas, ele deixou a câmera comigo e, no final das contas, estava praticamente escrevendo as matérias e fotografando. Uma das pautas rendeu umas fotos diferentes e o Rodrigo me chamou a atenção pelo olhar diferente para a fotografia. Foi a partir dali que comecei a me interessar pela fotografia junto, tive matérias de fotojornalismo na graduação e, então, minha dedicação nos últimos dois anos foi somente com foco para a fotografia e o fotojornalismo, com o TCC e o projeto experimental em comunicação voltados para essa área. Foi um caminho sem volta. Já em 2008, o Rodrigo Pereira me convidou para trabalhar como repórter fotográfico na Folha de Blumenau onde comecei a bordo de um fusca e uma câmera Nikon D40.
Como começou a sua trajetória como fotógrafo de eventos e em que ano você foi fotógrafo da Festa Pomerana pela primeira vez?
Antes de 2014 eu já fazia eventos menores. A partir dos contatos e amizades que fui construindo pela minha passagem no jornal e nas revistas da Mundi Editora, as pessoas acabavam me chamando para fazer eventos privados (aniversários, casamentos e trabalhando para assessorias de imprensa). Em 2014, por meio da Marina Melz, recebi o convite para fotografar a minha 1ª Festa Pomerana. A dedicação e a responsabilidade para com a Festa chamaram a atenção da vizinha Blumenau, onde também fui convidado para fotografar a Sommerfest daquele ano e em seguida, em outubro, a Oktoberfest como fotógrafo oficial. A partir daquele ano, não parei mais.
O que mais te encanta em poder trabalhar fotografando eventos como este?
A sensação de pertencimento à comunidade e de valorizar em fotos, o que é da nossa região. Certamente temos uma identidade cultural única. Sempre penso: “Minhas fotos podem chegar a pessoas que jamais viram pessoalmente o que é uma Festa Pomerana. Se a minha foto despertar o interesse da pessoa em conhecer a cidade, já estarei satisfeito com o resultado.”
A Festa Pomerana tem um gosto especial, por ser no mês do seu aniversário?
Tem sim, principalmente quando, certa vez, pararam o evento por cinco minutos no Pavilhão Cultural para me chamar ao palco, cantar “Parabéns” e me fazer tocar o violino do diabo. (risos). Acho que de alguma forma, a festa já faz parte da minha vida, virou uma tradição afinal já foram 19 de janeiros comemorados na festa. Só não foram 11 anos pois tivemos uma festa cancelada devido a pandemia.
O que é fundamental para um fotógrafo que trabalha em eventos deste porte?
Primeiro, ele precisa amar o que faz, pois exige dedicação, disponibilidade e responsabilidade. Muitas vezes você chega de manhã cedo para o desfile e vai embora perto das 23h. As pessoas não te cobram isso, mas você o faz porque tem um compromisso com a festa e a cidade. Segundo, é gostar de pessoas. Sem as pessoas você não tem fotos elas são o pilar do resultado final que você entrega e, em terceiro, a busca contínua para ter o melhor equipamento disponível possível. Evento demanda equipamento de ponta, pois como o evento é dinâmico e as coisas apenas vão acontecendo você precisa de um equipamento que seja uma ferramenta ágil, versátil e com qualidade para registrar os momentos.
