Saúde

Obesidade infantil: cinco mitos que ainda preocupam especialistas e colocam a saúde das crianças em risco

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil reforça a importância de combater informações falsas sobre o excesso de peso na infância

3 de junho de 2026

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA / Jornal de Pomerode

Celebrado em 03 de junho, o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil chama a atenção para um problema de saúde pública que cresce de forma preocupante no Brasil. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam que o excesso de peso já afeta milhões de crianças e adolescentes no país, tornando cada vez mais urgente a adoção de hábitos saudáveis e o combate à desinformação.

Especialistas alertam que muitos pais e responsáveis ainda acreditam em mitos relacionados à obesidade infantil, o que pode atrasar o diagnóstico e dificultar o tratamento adequado. A condição é considerada uma doença multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais, comportamentais, sociais e emocionais.

Confira cinco mitos que ainda geram preocupação entre profissionais da saúde:

  1. “Criança gordinha é criança saudável”

Essa é uma das crenças mais comuns e também uma das mais perigosas. O excesso de peso na infância não é sinal de saúde. A obesidade está associada a inflamações no organismo e aumenta o risco de doenças como hipertensão, diabetes tipo 2, gordura no fígado e problemas ortopédicos. Além disso, pode impactar a saúde mental, favorecendo quadros de ansiedade, baixa autoestima e depressão.

  1. “Criança pode comer o que quiser porque gasta muita energia”

Embora as crianças sejam naturalmente mais ativas, isso não significa que possam consumir alimentos ultraprocessados sem consequências. Uma alimentação rica em açúcares, refrigerantes, salgadinhos e produtos industrializados aumenta significativamente o risco de sobrepeso e obesidade, especialmente quando associada ao sedentarismo.

  1. “Brincar já é suficiente, não precisa fazer exercícios”

A prática regular de atividades físicas é fundamental para o desenvolvimento infantil e para a prevenção da obesidade. Especialistas recomendam que crianças mantenham uma rotina ativa desde os primeiros anos de vida, com brincadeiras, esportes e atividades adequadas para cada faixa etária.

  1. “Pressão alta, colesterol alto e diabetes são problemas de adultos”

Doenças antes consideradas típicas da vida adulta estão cada vez mais presentes entre crianças e adolescentes com excesso de peso. A obesidade infantil pode antecipar o surgimento de doenças crônicas e comprometer a qualidade de vida ainda na infância.

  1. “A criança vai emagrecer naturalmente quando crescer”

Especialistas alertam que não existe garantia de que o excesso de peso desaparecerá com o crescimento. Pelo contrário: crianças com obesidade têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos. Por isso, o acompanhamento médico e nutricional é essencial para evitar complicações futuras.

Cenário preocupa no Brasil

Os números reforçam o alerta. Dados recentes indicam que 14,2% das crianças menores de cinco anos e cerca de 33% dos adolescentes brasileiros apresentam excesso de peso ou obesidade. Além disso, estimativas apontam que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso no país.

Para especialistas, a prevenção passa por alimentação equilibrada, redução do consumo de ultraprocessados, incentivo à atividade física, controle do tempo de tela e acompanhamento regular com profissionais de saúde. O objetivo é garantir não apenas um peso adequado, mas também mais qualidade de vida e bem-estar para crianças e adolescentes.

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